quinta-feira, 22 de maio de 2014

Lucíola e Senhora

O livro Lucíola, de José de Alencar, é narrado através de Paulo, personagem que se torna narrador para contar à Sr.ª G.M. o romance que viveu com uma cortesã chamada Lúcia. Em 1855, Paulo chega ao Rio de Janeiro e vê pela primeira vez Lúcia. Sem conhecer sua verdadeira vida, apaixona-se à primeira vista, pois enxerga nela uma encantadora menina. Essa impressão desfaz-se na Festa da Glória, onde Sá, representante dos valores e preconceitos da sociedade, a apresenta como uma mulher bonita e não como uma senhora. A partir de então, Paulo começa a visitar Lúcia em sua casa.
Na segunda visita, Paulo deixa de lado o tratamento cortês que até então fizera a Lúcia, agarra-a e acontece o primeiro contato físico. No dia seguinte, há uma festa na casa de Sá onde, além de Paulo e Lúcia, são convidados também homens boêmios, como Sr. Cunha, Rochinha, Sr. Couto e outras três prostitutas, entre elas Nina. Nessa festa, a cortesã exibe-se nua diante de todos. Paulo num primeiro momento teve uma repulsão por toda aquela cena. Porém, mostra-se piedoso e compreensivo e os dois tem uma noite na mata. Esse é o ponto que marca o início da transformação de Lúcia. 
Para Lúcia, Paulo é o caminho para chegar à salvação. Na tentativa de se afastar da sociedade e deixar definitivamente a vida de cortesã para trás, muda-se para uma casa mais simples no interior junto com sua irmã mais nova, Ana. Nesse momento, não existe mais o amor carnal entre Paulo e Lúcia. Há um amor espiritual – Lúcia chega até a fingir que estava doente para não mais haver contato. É nesse momento que conta o verdadeiro motivo que a levou à vida de cortesã – seu primeiro cliente foi Couto, pois sua família estava com febre amarela e sem recursos financeiros para o tratamento. Revela também que seu verdadeiro nome é Maria da Glória. Lúcia era uma antiga amiga dela que morreu e que tomou emprestado seu nome; sua família achava que estava morta.
A redenção de Lúcia culmina com a descoberta de sua gravidez e não aceitação dela. Mesmo com o melhor parteiro afirmando que a criança em seu ventre estaria viva, Lúcia acredita que seu corpo é sujo e morto, e por isso não é capaz de gerar um filho. Morre, grávida. Paulo, atendendo a um pedido seu, cuida de Ana até que ela se case.
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A obra Senhora, de José de Alencar é dividida em quatro partes. A primeira delas, nomeada de “O preço do casamento”, começa descrevendo uma jovem moça chamada Aurélia, rica e frequentadora de bailes da alta sociedade. Aurélia, sendo órfã e recebedora de uma grande fortuna, estava sempre acompanhada de sua parenta D. Firmina e acreditava que todos só se interessavam por ela por causa de sua beleza e do seu dinheiro. Em um baile de costume, Aurélia começou a se questionar sobre sua educação e seu destino. Escreveu uma carta ao Sr. Lemos dando-lhe a missão de arrumar seu casamento com o atual noivo de Adelaide Amaral, o Fernando Seixas. Seixas era pertencente a uma família de situação pouco favorável e pretendia arrumar um casamento com uma moça rica para oferecer melhores condições para sua mãe e suas irmãs, e também para seus luxos. Lemos faz a proposta de casamento a Seixas, que mesmo sem conhecer a noiva, recebe um adiantamento do alto dote e aceita o compromisso. Quando foi apresentado à Aurélia, Seixas sente uma profunda humilhação, pois em tempos passados tinha rompido um noivado com ela para ficar noivo de Adelaide, que era mais rica. Na noite de núpcias, Aurélia chama seu então marido de homem vendido.
Na segunda parte, chamada “Quitação”, é contada a história de Aurélia. D. Emília era sua mãe e Pedro Camargo, seu pai. Pedro era filho bastardo de um rico fazendeiro e casou-se com Emília sem conhecimento de seu pai. Anos depois, acaba morrendo e seu pai não conhece sua neta. D. Emília fica em má situação para criar sua filha. Nesse momento, Seixas se elege como pretendente de Aurélia e assume o compromisso de se casar com ela. Porém, se arrepende por ter se apaixonado por uma moça pobre e órfã e assume compromisso com Adelaide, moça rica na sociedade. Perto de falecer, o avô de Aurélia a procura e deixa para ela toda sua fortuna. Após a morte de sua mãe, Aurélia tem como tutor Sr. Lemos, seu tio, e como acompanhante, D. Firmina.
A terceira parte tem como título “Posse” e descreve a rotina de Aurélia e Fernando enquanto casal. Eles vivem uma vida de aparência; desfilam de mãos dadas, trocam carinhos e gentilezas diante de bailes ou de amigos. Mas quando estão sozinhos, trocam palavras ferinas e acusações. Fernando se vê como um escravo de Aurélia, tendo ela como sua dona e a obedece em todos os seus desejos.
Na quarta e última parte, “Resgate”, temos os principais acontecimentos da trama. Os desejos não realizados de Aurélia e Fernando são passados pelo autor com muito erotismo. Porém, por orgulho, Fernando e Aurélia não se deixam envolver. Podemos notar nessa parte a visível transformação de Fernando que passa a recusar o luxo que tanto já desejara. Fernando passa então a trabalhar dedicadamente e faz um negócio importante, em que arrecada um valor e devolve para Aurélia todo o dinheiro do dote. Ele então pede o divórcio. Comprovada a mudança de Fernando, Aurélia lhe mostra o seu testamento escrito no dia do casamento, onde é deixada para Fernando toda sua fortuna e é declarado o seu amor por ele. O casamento então se consuma e os dois se tornam um casal de amantes.

Tag Questions

Uso - freqüentemente usado em Inglês falado quando você quer assim para concordar ou discordar

He is a doctor, isn't he? (Ele é um médico, não é?)
Quando a 1 Parte da frase for afirmativa, a segunda parte será negativa.
He isn't a doctor, is he? (Ele não é um médico, é?)
Quando a 1 Parte da frase for negativa, a segunda parte será afirmativa.
  • Quando a primeira frase é imperativa, utilizamos o auxiliar will para que ela fique mais formal:

Open the window, will you? Abra a janela, você pode?
  • Para que a frase fique ainda mais formal, utilizamos o would:

Close the door, would you? Feche a porta, você poderia?
  • Pode-se utilizar também o please e o ok, para uma forma mais coloquial. Nestes casos, mesmo que a primeira frase seja positiva, utilizamos o auxiliar positivo.

Bring me some water, please? Traga-me um pouco de água, por favor?
Stop talking, ok? Pare de falar, ok?
  • Quando usamos o let's, o auxiliar da questiong tag será o shall we.

Let's dance, shall we? Vamos dançar, vamos?
  • Quando temos dois auxiliares numa mesma frase, utilizamos na question tag apenas o primeiro.

You have been studying all morning, haven't you? Você esteve estudando a manhã inteira, não esteve?

Pronomes Reflexivos


Pronome Pessoal - Personal PronounsPronome Reflexivo - Reflexive Pronoun
I (eu)myself (a mim mesmo, -me)
you (tu, você)yourself [a ti, a você mesmo(a), -te,-se]
he (ele)himself (a si, a ele mesmo, -se)
she (ela)herself (a si, a ela mesma, -se)
it [ele, ela (neutro)]itself [a si mesmo(a), -se]
we (nós)ourselves [a nós mesmos(as), -nos]
you (vocês, vós)yourselves (a vós, a vocês mesmos(as), -vos,-se)
they (eles, elas)themselves (a si, a eles mesmos, a elas mesmas, -se)

O Pronome Reflexivo (Reflexive Pronoun) usado em função reflexiva indica que a ação do verbo recai sobre o próprio sujeito que a praticou. Desse modo, o pronome vem imediatamente após o verbo e concorda com o sujeito.

He hurt himself last week. (Ele se machucou na semana passada.)
Jane killed herself. (Jane se matou.)
Take care of yourself! (Cuide-se!)

1. O Pronome Reflexivo (Reflexive Pronoun), em Inglês, também é empregado para dar ênfase à pessoa que pratica a ação:
Jorge wrote the letter himself. (O próprio Jorge escreveu a carta.)
I will do my homework myself.(Eu própria/mesma farei minha lição de casa.)
They raised the children themselves. (Eles próprios criaram os filhos.)


2. Os Pronomes Reflexivos (Reflexive Pronouns) podem ser precedidos pela preposição by. Nesse caso, os reflexivos (reflexives) têm o sentido de sozinho(a), sozinhos(as) (alone). Algumas vezes, a palavra allé colocada antes de by, servindo então como enfatizante. Observe os exemplos abaixo:
She was waiting for her husband by herself. (Ela estava esperando sozinha pelo seu marido.)
She was waiting for her husband (all) by herself. [Ela estava esperando (completamente) sozinha pelo seu marido.]
Did you go to the park by yourself? (Você foi ao parque sozinho?)
Sometimes Richard prefers to be by himself.            
(Às vezes Ricardo prefere ficar/estar sozinho.)

Past Perfect, Past Perfect Continuous

Past Perfect

O Past Perfect é usado para descrever uma ação que ocorreu no passado, antes de outra ação também passada. Observe as formas e os usos deste tempo verbal:

FORMAS:
O Past Perfect é formado com o passado simples do verbo to have (had), que funciona como auxiliar do verbo principal, seguido do past participle (particípio passado) do verbo principal. Lembre-se de que o particípio passado dos verbos regulares terminam em -ed e os verbos irregulares possuem forma própria (ver verbos irregulares). Observe as formas desse tempo verbal:

FORMA AFIRMATIVA:
The film had already started when we got to the cinema.
(O filme já tinha começado quando chegamos ao cinema.)
Compare: The film started when we got to the cinema - As duas ações ocorreram ao mesmo tempo, diferente do que ocorre no Past Perfect, onde ambas ações ocorrem no passado, porém uma antes da outra.
The mall had already closed when I arrived there. (O shopping já tinha fechado quando cheguei lá.)

AFFIRMATIVE FORM: 
SUJEITO +  (HAD) + PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL

- FORMA NEGATIVA:
A Forma Negativa do Past Perfect forma-se acrescentando not ao verbo auxiliar, que é o passado simples do verbo to have (had).

* FORMA CONTRAÍDA:  HAD + NOT = HADN'T

The couch got soaked because they had not closed the window while it was raining.
(O sofá ficou encharcado porque eles não tinham fechado a janela enquanto estava chovendo.)
I hadn't heard you knocking the door because I was sleeping.
(Não ouvi você bater na porta porque estava dormindo.)
Peter hadn't realized that the place was so dangerous.
(Pedro não tinha se dado conta de que o lugar era tão perigoso.)

NEGATIVE FORM: 
SUJEITO + (HADN'T) + PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL

 - FORMA INTERROGATIVA:
Na Forma Interrogativa do Past Perfect, o verbo had posiciona-se antes do sujeito da oração:

Had the train already left when you got to the station?
(O trem já tinha partido quando você chegou à estação?)
Had you already had dinnner when I called to you?
(Você já tinha jantado quando eu liguei?)
Had she read the book before seeing the movie?
(Ela tinha lido o livro antes de assistir ao filme?)

INTERROGATIVE FORM: 
HAD + SUJEITO + PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL

- USOS
O Past Perfect é usado:

1. Para expressar um fato que ocorreu no passado antes de outro que também aconteceu no passado (passado anterior a outro passado). O Past Perfect, que expressa o primeiro fato está sempre em correlação com o Simple Past, que expressa o fato posterior:

They couldn't board the plane because they had left their passports at home.
(Eles não conseguiram embarcar no avião porque tinham deixado seus passaportes em casa.)

Had left - Passado anterior ao passado couldn't board.

I got the promotion because I had sold more than 30 life insurances.
(Fui promovida porque tinha vendido 30 seguros de vida.)

Had sold - Passado anterior ao passado got.

2. Com o advérbio just para expressar uma ação que tinha acabado de acontecer:

When I saw him, I had just seen his sister. (Quando o vi, eu tinha acabado de ver sua irmã.)

3. Com os advérbios already, when, by the time, never, ever, before, after, para enfatizar a ideia de que a ação estava totalmente acabada:

He had already decided not to go. (Ele já tinha decidido não ir.)

By the time the police arrived, the thief had already escaped.
(Quando a polícia chegou, o ladrão já tinha fugido.)

I didn't go to the movie because I had seen the film before.
(Não fui ao cinema porque tinha visto o filme antes.)

I had made a cake when my mother arrived at home.
(Eu tinha feito um bolo quando minha mãe chegou em casa.)

I asked her if she had ever gone to Italy.

(Perguntei a ela se ela já tinha ido à Itália.)

Past Perfect Continuous

O Past Perfect Continuous é usado para enfatizar a repetição ou a duração de uma ação no passado anterior à outra ação também no passado. Observe as formas deste tempo verbal:

- FORMA AFIRMATIVA:

He was tired because he had been studying for seven hours.
(Ele estava cansado porque tinha estudado por sete horas.)

She didn't go shopping because it had been raining all day.
(Ela não foi fazer compras porque tinha chovido o dia inteiro.)

She didn't buy anything in the mall because she had been spending all her money some weeks ago. (Ela não comprou nada no shopping porque tinha gastado todo o seu dinheiro algumas semanas atrás)

I had been saving my money to buy this house.
(Eu estava guardando dinheiro para comprar essa casa.)

AFFIRMATIVE FORM:
SUJEITO + (HAD) + (BEEN) + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL (ing)
  
- NEGATIVE FORM:

A forma negativa do Past Perfect Continuous é feita acrescentando-se not entre o Simple Past do verbo to have (had) e o Past Perfect do verbo to be (been). O verbo principal permanece no gerúndio:

* FORMA CONTRAÍDA: HAD + NOT = HADN'T

               
It hadn't been raining during the week, so we decided to go to the beach on weekend.
(Não tinha chovido durante a semana, então decidimos ir pra praia no final de semana.)

They didn't pass the exam because they hadn't been studying a lot. (Eles não passaram no teste porque não tinham estudado muito.)

I had not been running for more than fifteen minutes, but I felt very tired.
(Eu não tinha corrido por mais de quinze minutos, mas me senti muito cansado.)

NEGATIVE FORM:
SUJEITO + (HADN’T) + (BEEN) + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL(ing)

- FORMA INTERROGATIVA:

A forma interrogativa do Past Perfect Continuous é feita com o Simple Past do verbo to have (had) posicionado antes do sujeito. O verbo to be permanece no Passado Perfeito e o verbo principal no gerúndio. Observe:

Had you been swimming? (Você estava nadando?)      
Had he been waiting for her for a long time?
(Ele tinha esperado por ela por muito tempo?)

INTERROGATIVE FORM:
(HAD) + SUJEITO + (BEEN) + GERÚNDIO DO VERBO PRINCIPAL (ing)



terça-feira, 13 de maio de 2014

Passado e presente: Brasil no sistema global 2

A modernização neutralizada

A Terceira Revolução Industrial serviu para tornar obsoleto os produtos tecnológicos resultantes da grande , onda anterior, do fim do seculo XIX e início do século XX.
Esse fenômeno foi o principal responsável pela intensificação das desigualdades entre os países ricos e os países pobres. Ele atingiu o Brasil, que viu seu esforço modernizador parcialmente neutralizado/ obsoleto.
A nova revolução industrial estimulou a transformação das grandes empresas, dando origem às transnacionais. Ocorreu uma espécie de reconcentração do capital, o que as tornou mais poderosas.
 As transnacionais tendem a escapar do controle dos Estados nacionais e dificulta as negociações que estabelecem com eles. Elas impõem na negociação condições francamente desfavoráveis a ele, como a abdicação de impostos e outros benefícios fiscais.

Novo imperialismo
Frederic Jameson e David Harvey, sustentam que os organismos internacionais, não são instituições democráticas que possam ajudar os países subdesenvolvidos a se industrializar de modo autônomo. Para esses autores, tais organismos são controlados pelos EUA e são instrumentos de controle das economias de outros países. Afirmam, portanto, que esses órgãos são instrumentos de um novo tipo de imperialismo.

Passado e Presente: Brasil no sistema global (Sociologia) 1

A sociedade de classes

 Sociedade de classes define-se pela posição social que o individuo possui. Se pertence à classe baixa, média ou alta. 
 Karl Marx defendia a tese que a luta de classes é o motor da história, ou seja, dominantes e dominados sempre entraram em conflito. 
 Numa sociedade capitalista, no entanto, cada qual tem que conquistar seu espaço, mas nem sempre as oportunidades são as mesmas. Geralmente quem terá mais destaque será aquele que veio de um lar estruturado, com boa intelectualidade e que incentive a conquistar os seus objetivos. 
Já quem mora em um lar cuja membros da família são analfabetos funcionais, traficam drogas e não têm nenhum comprometimento com a Educação, as oportunidades serão escassas, pois o filho se espelha nos pais.
 Enfim, sociedade de classes é um sentido muito amplo, pois para Karl Marx era a relação entre dominantes e dominados e para o capitalismo, gerou três:classe baixa, média e rica. 
O sistema capitalista gerou a desigualdade social por não oferecer a mesma oportunidade para todos.


Gilberto Freyre

Sistematizado na obra “Casa Grande & Senzala”, de Gilberto Freyre, o conceito de democracia racial coloca a escravidão para fora da simples ótica da dominação. A condição do escravo, nessa obra, é historicamente articulada com relatos e dados onde os escravos vivem situações diferentes do trabalho compulsório nas casas e lavouras. De fato, muitos escravos viveram situações em que desfrutavam de certo conforto material ou ocupavam posições de confiança e prestígio na hierarquia da sociedade colonial. Os próprios documentos utilizados na obra de Freyre apontam essa tendência.

A consolidação da sociedade de classes

A sociedade de classes consolidou-se devido a dependência das indústrias pelo setor agrário exportador.
A sociedade da época apresentava certa complexidade se comparada às décadas anteriores. Novas camadas sociais haviam se desenvolvido desde a abolição. Na sociedade da década de 1930 havia trabalhadores rurais assalariados, proprietários de terras, empresários, operários, comerciantes, funcionários públicos e setores das classes médias urbanas.

Sérgio Buarque de Holanda

Os exemplos são muitos e provavelmente você já se deparou com alguma situação em que o nosso lado “malandro” ou o “jeitinho brasileiro” falou mais alto. Para Sérgio Buarque de Holanda, esse hábito do nosso povo é o que o torna um homem cordial, termo presente em um de seus ensaios. A palavra cordial, no entanto, nos leva para um lado mais polido, que não é o sentido que o autor quis atribuir, e ele mesmo se resguarda disso em seu texto. É fato que o brasileiro é conhecido por ser hospitaleiro, alegre e festeiro, mas não seriam tão conhecidos pela educação ou polidez, como os japoneses e outros povos. A palavra cordial, nesse caso, remete ao latim cordis, que significa coração. O homem cordial é, assim, alguém que age com o coração ao invés da razão.

Industrialização tardia
A onda de modernização varguista implantou fábricas cujos equipamentos e tecnologias eram provenientes da concepção técnica afinada com o espírito que orientou a Segunda Guerra Mundial. De certo modo, foi uma industrialização tardia, que não se fez sem contradições ou conflitos. Umas das dificuldades principais consistiu na transformação da própria natureza das indústrias nesse período histórico.

Brasil e a 3ª Revolução Industrial
A Terceira Revolução Industrial demandou grande esforço por parte do Estado e de alguns setores sociais, a necessidade de equipar-se às indústrias. E obrigou o país a superar obstáculos ainda maiores. 
A revolução esteve associada a um espantoso desenvolvimento científico que teve amplo significado político. Os produtos tecnológicos que então surgiram revolucionaram tanto a produção quanto o processo de trabalho, causando também forte impacto na vida cotidiana, que conheceu a introdução de enorme gama de produtos novos, os quais propiciaram transformações espetaculares no comportamento individual, a exemplo dos mencionados computador pessoal e internet.








quinta-feira, 1 de maio de 2014

Livros Românticos

A moreninha

O enredo de “A Moreninha” inicia-se com a ida de um grupo de amigos estudantes – Augusto, Fabrício e Leopoldo – à convite de Filipe, à casa de sua avó – D. Ana – residente numa ilha próxima ao Rio de Janeiro, onde passarão o dia de Sant’Ana e o fim de semana. Filipe aposta que os amigos irão se interessar por suas primas – Joaninha, Quinquina e suas amigas, Gabriela e Clementina - ou por Carolina, sua irmã. Namorador inconstante, Augusto é desafiado por Filipe e seus amigos que lhe propõem uma aposta: caso ele se apaixone por uma das moças, escreverá a história de sua derrota; se não se apaixonar, Filipe é quem deverá escrever sobre a vitória triunfal de seu amigo inconstante.
Ao chegar à ilha, Augusto conhece Carolina, por quem fica encantado, enquanto Fabrício o provoca, afirmando ser ele incapaz de amar seriamente. À Noite, todos da casa resolvem caminhar pela ilha. Após andar brevemente com Carolina, Augusto junta-se à D. Ana, que o leva a uma gruta próxima, onde havia uma lendária fonte. Ele confidencia-lhe que, há sete anos, quando adolescente conhecera uma jovem na praia: os dois haviam ajudado um pobre velho que, agradecido, profetizou o casamento dos dois no futuro. Num gesto simbólico, o idoso casara-os, fazendo com que trocassem presentes: ele deu-lha um camafeu e ela, uma esmeralda. Trocara juras de amor eterno e de um casamento verdadeiro no futuro. Carolina, porém, a tudo escutava escondida.
Em troca da confidência, a avó de Filipe conta-lhe a história de uma índia que se apaixonara por um índio guerreiro, mas não fora correspondida. De tanto chorar, suas lágrimas deram origem àquela fonte. Ao beber dela, o guerreiro se apaixona pela índia e os dois viveram juntos para sempre.
No dia da festa de Sant’Ana, Augusto, como namorador que é, declara-se para as quatro moças da casa. Na manhã seguinte, recebe um convite anônimo para um encontro na gruta. Lá ele encontra as quatro moças, bebe da fonte, e passa adivinhar os segredos delas, fazendo parecer que era o poder da fonte. No entanto, ele não faz nada além de contar as peripécias que havia bisbilhotado da conversa das moças. Neste contexto aparece Carolina, que repete o mesmo gesto, passando a contar as verdades íntimas de Augusto, que ela também havia escutado no passeio à noite, na véspera do dia de Sant’Ana. Mas vai embora antes mesmo de Augusto tivesse tempo de declarar que era ela a quem amava.
De volta à cidade, não consegue esquecê-la. Passam a se encontrar todos os domingos. Ele chega até a confessar seu amor, mas ela se contém. Como vinha faltando às aulas da faculdade, o pai proibiu-lhe de ir à ilha. No entanto, ele cai doente por vários dias. O pai resolve então atender a vontade de Augusto e ambos combinar de irem juntos, no domingo próximo, à casa de D. Ana.
O amor impossível e a mulher idealizada são freqüentes na prosa romântica. Para resolver o impasse amoroso, costuma haver duas saídas: o final feliz ou o trágico. Em “A Moreninha”, o impedimento é superado quando, por coincidência, os personagens se conhecem, percebendo serem elas as mesmas personagens de sete anos antes. O resultado é o final feliz.
Assim, o final do romance é considerado perfeitamente de acordo com o ideal amoroso romântico e as normas sociais, em virtude de não ter havido adultério ou traição em relação à “primeira esposa”. Resta apenas a Augusto pagar a aposta: que, considerando-se paga, temos o romance “A Moreninha”.
  
Inocência

Cirino, um rapaz muito curioso e de boa índole. Ele viajava pelo sertão se apresentando com um medico dando consultas, quase sempre bem sucedidas, embora ele fosse apenas um farmacêutico.  Com o tempo ele conhece Pereira, um pequeno proprietário rural, que tinha uma filha que estava doente.
Ele aceita a hospitalidade de Pereira e cura a febre da filha do proprietário, chamada Inocência. Mas ao vê-la ele se encanta com sua beleza e se apaixona por ela. No entanto Inocência já estava prometida a um vaqueano, Manecão, e assim caracteriza-se a temática do romance: um amor impossível.
Quase que simultaneamente,um naturalista alemão chamado Meyer, que vagava pelos sertões caçando borboletas, apresenta-se na fazenda de Pereira, acompanhado de um cômico, e traz uma carta do irmão de Pereira, com algumas recomendações. Ele Pereira, recebe o naturalista de braços aberto, mas não entende que as galanterias que o alemão destina a sua filha, são apenas por educação, e assim passa a vigia-lo.  Conta isso para seu serviçal, um anão surdo e muda, que se chama Tico. E sem entender nada do que esta acontecendo, Pereira pede para Cirino ficar em sua casa até a partida do alemão, assim ele ajudaria a guardar sua filha.
Inocência e Cirino mal se falam,até que ele resolve lhe confessar sua paixão.  Ele responde da maneira mais simples que alguém pode imaginar.
Em seguida ela, acusa o falso médico de lhe virar o juízo por meio de algum feitiço. Mas ele a convence que seu amor é sincero e Inocência também se descobre apaixonada por ele. Depois de se encontrarem algumas vezes as escondidas, Cirino propõe a fuga comouma alternativa para a realização do amor dos dois.  Inocência recusa-se a fugir do medo que seu pai a amaldiçoasse, e sugere que o amado vá pedir ajuda de um padrinho dela, Antônio Cesário, por quem seu Pai tinha grande admiração e respeito.
Enquanto isso, o naturalista alemão descobre uma nova espécie de borboleta e lhe da o nome de Inocência. Deixando assim o pai da menina indignado e cada vez mais vigilante. Logo alemão vai embora, acabando assim com as suspeitas de Pereira. Cirino também viaja em busca do padrinho de Inocência.  Ao mesmo tempo, Manecão, o noivo prometido de Inocência chega à casa de Pereira, porém Inocência se recusa a validar o compromisso e é espancada pelo pai.  Através de mimica o servo anão,indica que o médico é o responsável pela recusa da garota. Indignado Manecão vai atrás de Cirino e o assassino.

O Guarani
O fidalgo português, D. Antônio de Mariz, vive às margens do Rio Paquequer, com a esposa D. Laureana, o filho Diogo, a filha Cecília (Ceci) e a suposta sobrinha Isabel que na verdade é filha do fidalgo. A família passa a ser ameaçada pela tribo de índios aimorés após um acidente em que Diogo, sem querer, mata uma índia da tribo. Peri, um guerreiro goitacá, salva Cecília e Isabel de uma emboscada e passa a viver com a família, protegendo Ceci de forma devota e apaixonada. O índio também salva Cecília de um italiano chamado Loredano que pretendia raptá-la e arruinar a família de D. Antônio. Como os ataques continuam, para salvar a amada e a família dela, Peri ingere um veneno e vai à procura dos índios aimorés, pretendendo ser aprisionado em combate e comido por toda a tribo que morreria envenenada. Mas seus planos não dão certo porque Álvaro, jovem apaixonado por Ceci que juntara-se a Isabel por não ser correspondido, o resgata e o traz de volta para casa. Peri volta para a mata para procurar o antídoto do veneno e encontra o corpo de Álvaro. Isabel, em total desespero, suicida-se junto ao corpo do amado. Decidido a acabar com a questão, D. Antônio, decide explodir a casa com todos dentro, mas Peri o convence a salvar Ceci. Enquanto a casa explode, Peri leva Ceci para a casa da tia no Rio de Janeiro, mas, descobrindo que Peri não ficaria com ela, Ceci decide ficar com o índio.
Amor de Perdição
Fala então sobre Simão Botelho e Teresa de Albuquerque que pertenciam e famílias totalmente distintas, que infelizmente se odeiam.
Os dois filhos das famílias acabam por se apaixonar, e mantinham um namoro silencioso pela janela, na cidade de Viseu e com as famílias então desconfiadas fazem de tudo para impedir essa união tentando então separá-los definitivamente com o pai de Teresa tentando casá-la com um primo, mas ela acaba sendo internada num convento.
Simão então tenta descobrir onde Teresa está e acaba ficando na casa de um ferreiro devedor de favores ao seu pai e o ferreiro tinha uma filha chamada Mariana que acaba se apaixonando por ele construindo então um triângulo amoroso.
Teresa e Simão mantem contato por carta. Numa tentativa de resgatar Teresa, acaba por balear o primo de Teresa, Baltasar e é condenado a forca.
O pai de Simão conseguiu então mudar a pena para um degredo na Índia e Simão ao embarcar vê Teresa morrendo tuberculosa. Dias depois morre também, e ao lançá-lo ao mar Mariana se lança também.
E a história acaba assim, por amores que vem e que vão e que infelizmente não pode durar fisicamente, mas sim mentalmente, sentimentalmente…