quinta-feira, 19 de março de 2015

Pré Modernismo

Características do pré-modernismo

Para alguns estudiosos, o período pré-modernista não deve ser considerado como uma escola literária, uma vez que conta com muitas produções artísticas e literárias com características neorrealistas, neo-parnasianas e neossimbolistas.
Entre as principais características deste movimento, estão a ruptura com o academicismo, com o passado e com a linguagem parnasiana, o uso de linguagem coloquial, a exposição da realidade social brasileira, regionalismo e nacionalismo, marginalidade dos personagens (por ex.: o sertanejo, o caipira, o mulato) e as temáticas envolvendo fatos históricos, políticos, econômicos e sociais.
  • Euclides da Cunha
Pertencente ao Pré-Modernismo, o clássico Os sertões de Euclides da Cunha tem como característica principal: o regionalismo. A realidade do Nordeste brasileiro é retratada com fidelidade na obra, a qual descreve as condições precárias de vida da região e os motivos pelos quais ocorreu o drama da Guerra de Canudos. O sucesso da obra foi tamanho que o autor foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1903. O livro Os sertões é consagrado como referência na literatura e na sociologia para o estudo do sertanejo. Em seu livro o autor retrata a terra nordestina, o homem sertanejo e a luta travada pelos nordestinos na Guerra de Canudos.

  • Lima Barreto

 Escreveu romances, sátiras, contos, textos jornalísticos e críticas. Abordou em suas obras as grandes injustiças sociais. Fez críticas ao regime político da República Velha. Possuía um estilo literário fora dos padrões da época. Seu estilo era despojado, coloquial e fluente. É um escritor de transição entre o Realismo e o Modernismo. 

- O triste fim de Policarpo Quaresma

O protagonista é o major Policarpo Quaresma, subsecretário no Arsenal de Guerra, que ama incondicionalmente sua pátria – o Brasil. Esse amor à pátria (nacionalismo) faz com que ele estude violão, um instrumento marginalizado no fim do século XIX, a língua tupi-guarani, o folclore e os usos e costumes dos silvícolas. Desses interesses ele se interessa tanto pelos estudos do tupi que manda à Câmara um requerimento recomendando a língua indígena como idioma oficial do Brasil. Logo mais, escreve em tupi um ofício que provoca grande confusão e por tudo isso é considerado louco, assim, internado em um manicômio. Ao ser considerado melhor, é solto e compra um sítio – “Sossego” – onde residirá com sua irmã Adelaide e o criado Anastácio.
Com o tempo seus ideais nacionalistas voltam e ele começa a plantar em suas terras, acreditando estar na agricultura a chance do país ser a primeira nação do mundo, e enfrenta ervas daninhas e formigas, do mesmo modo que as intrigas políticas.
Com a Revolta Armada, Floriano Peixoto integra Quaresma como major ao batalhão Cruzeiro do Sul. Quase no fim da revolta é designado a carcereiro dos presos políticos na ilha das Enxadas. Em determinada noite, o Itamarati envia alguém para retirar vários presos e fuzila-los. Esse fato deixou Quaresma revoltado, portanto escreve uma violenta carta ao marechal Floriano Peixoto. Então é preso como traidor e condenado à morte, sem julgamento. Apenas Ricardo Coração dos Outros tenta salvar Policarpo, ficando ele à espera do destino.

  • Monteiro Lobato

Jeca Tatu

É no livro "Urupês", que Monteiro Lobato retrata a imagem do caipira brasileiro, onde destaca a pobreza e a ignorância do caboclo, que o tornava incapaz de auxiliar na agricultura. O Jeca Tatu é um flagrante do homem e da paisagem do interior. O personagem se tornou um símbolo nacionalista utilizado por Rui Barbosa em sua campanha presidencial de 1918. Na quarta edição do livro, Lobato pede desculpas ao homem do interior.

  • Augusto dos Anjos
Suas poesias trazem marcantes sentimentos de pessimismo e desânimo, além de inclinação para a morte. Com relação à estrutura, pode-se dizer que suas poesias apresentam rigor na forma e rico conteúdo metafórico.



terça-feira, 17 de março de 2015

Futuro Perfeito

Este tempo verbal se refere a ações que estarão terminadas (ou não) em um determinado momento do futuro. Observe suas formas:
  • FORMA AFIRMATIVA:

SUJEITO + FUTURO SIMPLES DO VERBO TO HAVE (WILL HAVE)+PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL
By the time you arrive, I will have already done my homework. (Quando você chegar já terei feito meu tema de casa.)
By the time you arrive, she will have spent the money. (Ela terá gastado)
By the time you arrive, they will have gone. (Eles terão ido)
By the time you arrive, I will have died (Eu vou ter morrido)
  • FORMA NEGATIVA:

A forma negativa do Future Perfect se faz acrescentando not após o auxiliar modal will.
* FORMA CONTRAÍDA: WILL + NOT = WON'T

 SUJEITO + WILL NOT HAVE + PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL
She will not (won’t) have approved
We will not (won’t) have finished

  • FORMA INTERROGATIVA:

WILL + SUJEITO + HAVE + PARTICÍPIO PASSADO DO VERBO PRINCIPAL

Will he have talked?
Will you have bought?
Will they have heard?


Futuro Perfeito -  Quando usar?

Para entender quando usar o Futuro Perfeito em inglês leia as orações abaixo:
  • Eu acho que até sexta-feira eles terão terminado o telhado.
  • Até o fim da semana eu terei gastado todo meu dinheiro.
  • Quando a gente ligar, ele terá saído de casa.
  • Ela terá se formado até 2020.
  • Na quarta, a gente ainda não terá terminado isso.
  • Você acha que terá tido notícia sobre o emprego até amanhã?
Se você quiser dizer as sentenças acima terá de usar o Futuro Perfeito em inglês. Veja que em todas elas a pessoa está dizendo que algo terá (já) terá acontecido ou não no futuro.
  • I guess they’ll have finished the roof by Friday.
  • By the weekend, I’ll have spent all my money.
  • By the time we call, he’ll have left home.
  • She’ll have graduated by 2020.
  • By Wednesday, we won’t have finished that yet.
  • Do you think you’ll have heard about the job by tomorrow?

quarta-feira, 11 de março de 2015

Orações Subordinadas Adverbiais

  1. Substantiva
  2. Adjetivas
  3. Adverbiais

Orações subordinadas adverbiais são orações que exercem a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal, tendo a mesma função que um advérbio na estrutura frásica. Acrescentam à oração circunstâncias de tempo, modo, fim, causa, consequência, condição,…, sendo iniciadas por conjunções ou locuções conjuntivas.
Oração subordinada adverbial causal: apresenta a causa do acontecimento da oração principal. Pode ser iniciada pelas seguintes conjunções e locuções causais: porque, que, porquanto, visto que, uma vez que, já que, pois que, por isso que, como, como que, visto como,…
  • Não vou trabalhar hoje porque vou ao médico.
  • Já que está calor, vamos tomar banho de piscina.
Oração subordinada adverbial consecutiva: apresenta a consequência do acontecimento da oração principal. Pode ser iniciada pelas seguintes conjunções e locuções consecutivas: que, tanto que, tão que, tal que, tamanho que, de forma que, de modo que, de sorte que, de tal forma que,…
  • As pessoas da torcida gritaram tanto que ficaram roucas.
  • Mariana desistiu de ser perfeita, de modo que acabou sendo feliz.
Oração subordinada adverbial final: apresenta o fim ou finalidade do acontecimento da oração principal. Pode ser iniciada pelas seguintes conjunções e locuções finais: a fim de que, para que, que,…
  • Todos se esforçaram para que tudo desse certo.
  • A aluna estudou durante muitas horas a fim de que não reprovasse.
Oração subordinada adverbial temporal: apresenta uma circunstância de tempo ao acontecimento da oração principal. Pode ser iniciada pelas seguintes conjunções e locuções temporais: quando, enquanto, agora que, logo que, desde que, assim que, tanto que, apenas, antes que, até que, sempre que, depois que, cada vez que, mal,…
  • Quando ouço esta música, penso em você.
  • Mal entrei no banho, o telefone tocou.
Oração subordinada adverbial condicional: apresenta uma condição para a realização ou não do acontecimento da oração principal. Pode ser iniciada pelas seguintes conjunções e locuções condicionais: se, salvo se, desde que, exceto se, caso, desde, contando que, sem que, a menos que, uma vez que, sempre que, a não ser que,…
  • Se ele cumprir sua parte do acordo, poderemos seguir conforme planeado.
  • Caso você não saia de casa, passo por lá para te ver.
Oração subordinada adverbial concessiva: apresenta uma concessão ao acontecimento da oração principal, ou seja, apresenta uma ideia de contraste e contradição. Pode ser iniciada pelas seguintes conjunções e locuções concessivas: embora, conquanto, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, por mais que, por pouco que, por muito que,…
  • Embora seja de risco, concordo com a realização do negócio.
  • Farei o que acho correto, mesmo que você seja contra.
Oração subordinada adverbial comparativa: apresenta uma comparação com o acontecimento da oração principal. Pode ser iniciada pelas seguintes conjunções e locuções comparativas: como, mais do que, menos do que, assim como, bem como, que nem, tanto quanto,…
  • É tão desgastante correr atrás como ficar esperando.
  • Meu pai age como já agia meu avô.
Oração subordinada adverbial conformativa: apresenta uma ideia de conformidade, de concordância e regra em relação ao acontecimento da oração principal. Pode ser iniciada pelas seguintes conjunções e locuções conformativas: conforme, como, consoante, segundo,…
  • Faço rabanadas conforme minha avó me ensinou.
  • O campeonato será disputado segundo as regras estabelecidas pelo comitê.
Oração subordinada adverbial proporcional: apresenta uma ideia de proporcionalidade com o acontecimento da oração principal. Pode ser iniciada pelas seguintes conjunções e locuções proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais… mais, quanto menos… menos, quanto maior… maior, quanto maior… menor,…
  • Quanto mais independente a filha ficava, mais sozinha a mãe se sentia.
  • Ele melhorava sua forma física à medida que treinava.

Oração Subordinada Adjetivas

  1. Substantivas 
  2. Adjetivas 
Orações subordinadas adjetivas são orações que exercem a função de adjunto adnominal de um termo da oração principal, tendo a mesma função que um adjetivo na estrutura frásica. Começam, maioritariamente, com o pronome relativo que.


Oração subordinada adjetiva explicativa: acrescenta uma informação acessória, ampliando ou esclarecendo um detalhe de um conceito que já de encontra definido. Aparece sempre separada por vírgulas e pode ser retirada da frase sem que haja alteração do sentido da mesma.
  • O leão, que é um animal selvagem, atacou o domador.
  • A professora Ana Luísa, que é a professora mais nova da escola, não veio trabalhar hoje.
Oração subordinada adjetiva restritiva: especifica o sentido do nome a que se refere, restringindo seu significado a um ser único, definido por ele. Não existe marca de pausa, como vírgulas, entre este tipo de oração e a oração principal. São indispensáveis para a compreensão da frase.
  • Ele é um dos poucos diretores que é apreciado por todos os funcionários.
  • Toda comida que é fresca é mais saborosa.

Orações Subordinadas Substantiva

A classificação em oração subordinada surge quando um determinado período é composto, sendo formado por duas ou mais orações. Orações subordinadas são orações que exercem uma função sintática em relação à oração principal, complementando seu sentido e sendo dependente dela.


  • Orações subordinadas desenvolvidas: são introduzidas por pronomes, conjunções ou locuções conjuntivas e apresentam o verbo no modo indicativo ou subjuntivo. 
  • Orações subordinadas reduzidas não são introduzidas por pronomes, conjunções ou locuções conjuntivas e apresentam o verbo no gerúndio, particípio ou infinitivo. 

  1. Substantivas

Orações subordinadas substantivas são orações que exercem as funções de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicado nominal e aposto, tendo a mesma função que um substantivo na estrutura frásica. Começam, maioritariamente, com as conjunções integrantes que e se.
Oração subordinada substantiva subjetiva: exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
  • É necessário que você se apresente ao serviço amanhã.
  • Foi anunciado que Pedro é o vencedor do concurso.
Oração subordinada substantiva objetiva direta: exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal.
  • Quero que você seja meu marido.
  • Os funcionários não sabiam que era dia de despedimentos.
Oração subordinada substantiva objetiva indireta: exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal, sendo sempre iniciada por uma preposição.
  • O diretor da empresa necessita de que todos os colaboradores estejam presentes na reunião.
  • A professora insistiu muito em que os alunos tivessem aulas de recuperação.
Oração subordinada substantiva completiva nominal: exerce a função de complemento nominal, completando o sentido de um nome pertencente à oração principal. É sempre iniciada por uma preposição.
  • Todos temos esperança de que a humanidade pare de destruir o planeta.
  • Sinto necessidade de que você me deixe descansar um pouco.
Oração subordinada substantiva predicativa: exerce a função de predicativo do sujeito do verbo da oração principal. Aparece sempre depois do verbo ser.
  • O bom é que ela sempre foi bem comportada.
  • A dúvida era se seriam necessários mais ajudantes.
Oração subordinada substantiva apositiva: exerce a função de aposto de qualquer termo da oração principal.
  • Helena apenas desejava uma coisa: que fosse muito feliz com sua família.
  • Pedi um favor a meus amigos: que esperassem por mim.

Orações Coordenadas

- Orações coordenadas assindéticas e sindéticas

  1. Orações coordenadas assindéticas são orações que não estão ligadas através de conjunções, mas sim através de uma pausa, normalmente simbolizada pela vírgula. Ex.: Meu filho não quer trabalhar, estudar, ser independente.
  2. Orações coordenadas sindéticas são orações que estão ligadas através de conjunções, chamadas conjunções coordenativas. Ex.: Meu filho quer trabalhar e estudar, porque quer ser independente. 

Oração coordenada sindética aditiva: transmite uma ideia de adição à oração anterior. São utilizadas as conjunções: e, nem, também, bem como, não só...mas também, não só...como também, tanto…como, não só…mas ainda, não só...bem como, assim...como, etc.
  • Eu e meu namorado jantamos fora e fomos ao cinema.
  • Não só foi descortês, como também culpou quem estava inocente.
  • Não gostava de jogar futebol nem de andar de bicicleta.
Oração coordenada sindética adversativa: transmite uma ideia de oposição à oração anterior. É obrigatório o uso de vírgulas antes das orações coordenadas sindéticas adversativas. São utilizadas as conjunções: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, nada obstante, antes, ainda assim, etc.
  • Eu queria ir à festa, mas minha mãe não deixou.
  • Gostava de ter sido aeromoça, contudo não tive essa oportunidade.
Oração coordenada sindética alternativa: transmite uma ideia de alternância em relação à oração anterior. É obrigatório o uso de vírgulas entre orações coordenadas sindéticas alternativas. São utilizadas as conjunções: ou, ou...ou, já…já, ora...ora, quer...quer, seja...seja, nem…nem, etc.
  • Faça o que o juiz manda ou irá preso.
  • Ora você gosta de mim, ora não gosta.
  • Quer festeje hoje, quer festeje amanhã, não irei ao seu aniversário.
Oração coordenada sindética conclusiva: transmite a conclusão de uma ideia expressa na oração anterior. É obrigatório o uso de vírgulas antes das orações coordenadas sindéticas conclusivas. São utilizadas as conjunções : logo, pois, portanto, assim, por isso, por consequência, por conseguinte, consequentemente, de modo que, desse modo, então, etc.
  • Reprovei na quinta série, portanto não seremos mais da mesma turma.
  • Ela fez um belíssimo trabalho, por isso será contratada novamente.
Oração coordenada sindética explicativa: transmite a explicação de uma ideia expressa na oração anterior. É obrigatório o uso de vírgulas antes das orações coordenadas sindéticas explicativas. São utilizadas as conjunções: que, porque, porquanto, pois, na verdade, isto é, ou seja, a saber, etc.
  • Vou embora, que cansei de esperá-lo.
  • Vinícius devia estar cansado, porque estudou o dia inteiro.
  • Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.

Sociedade de Massas


A analogia “sociedade de massas” faz referência à uma forma de desenvolvimento do capitalismo, onde os desejos e os interesses de vida dos indivíduos são produzidos em massa, como em uma grande fábrica de pessoas. 

O conceito que melhor define a sociedade de massas é o de indústria cultural, desenvolvido pelos sociólogos Theodor Adorno e Max Horkheimer (2002), da famosa Escola de Frankfurt. Para estes pensadores, a indústria cultural atua como uma forma de padronização dos gostos e desejos dos seres humanos, voltando-os para o consumo, a vida para o trabalho e a diversão como forma de alienação, como uma forma dos homens não conseguirem reconhecer que são retirados de sua própria existência. A mídia e a propaganda atuam como principais elementos de massificação dos sujeitos. Pela mídia todos desejam imitar a “estrela” da vez ou cantar a música sucesso, mesmo que seja uma música que ofenda a mulher, a religião, a paz, dentre outros exemplos. Não se produz mais objetos para pessoas comprarem, mas pessoas que desejam comprar objetos, aumentando o lucro dos grandes empresários.

O surgimento da sociedade de massas 

► A Segunda Revolução Industrial acelerou o processo de urbanização na Europa e nos Estados Unidos. Nas grandes cidades, formaram-se enormes mercados produtores e consumidores; 
► Crescimento populacional: 1850 
► O Crescimento populacional vem acompanhado do crescimento das cidades; 



  •  Fatores: 

1-) Melhoria na Alimentação: expansão mundial das áreas agrícolas; 
2-) Avanços na área médica: hospitais infantis, maternidades, políticas sanitárias, descoberta da vacina contra varíola provocaram a queda da mortalidade (principalmente nos países ricos); 
3-) Industrialização: principal fator para o crescimento populacional. Mecanização da agricultura e o uso de fertilizantes permitiram ampliar a produtividade do solo, enquanto a expansão das indústrias ofereceu uma nova fonte de sustento para a população; 



Senso Comum e Senso Crítico





Senso comum 
São ideias que se desenvolvem em uma sociedade e faz parte da herança cultural de cada povo. São as tradições, costumes, conceitos, crenças, dogmas, superstições, religiões, gostos, modas, comportamentos e ideias que passam de geração em geração pela própria família ou pela sociedade. As ideias são aceitas pela população como VERDADES, sem QUESTIONAMENTO nem REFLEXÃO sobre os assuntos. Geralmente, essas ideologias são facilmente aceitas por causa da sensação de estarem com razão por fazerem parte da maioria.
(“ – Se a maioria gosta ou faz, eu também vou gostar ou fazer…”).



Senso Crítico
As pessoas são mais analíticas, fazem o uso da LÓGICA e raciocina de forma INTELIGENTE para tirar conclusões a respeito de vários assuntos como, por exemplo, as coisas que gostam, as coisas que fazem, os lugares que frequentam, as roupas que usam, as músicas que ouvem, as pessoas com quem convivem, seus costumes, suas religiões, suas ideias, seus esportes que praticam,  os times que torcem, seus partidos políticos, enfim, tudo na nossa vida pode ser questionado. O Senso Crítico tem por base aquilo que é concreto: a análise crítica, a pesquisa, a REFLEXÃO. É muito aproveitável e bom para o indivíduo e para a sociedade. Isso se deve ao fato de que ao utilizar o Senso Crítico o indivíduo passa a PENSAR e REFLETIR. E com isso aprimora suas capacidades intelectuais. 




terça-feira, 10 de março de 2015

Perífrases Verbales

Locuções Verbais (Perífrasis Verbales)
As perífrasis verbales consistem no emprego de um verbo auxiliar conjugado seguido de um verbo no infinitivo, gerúndio ou particípio. Introduzem no verbo modificações de ordem semântica, mas não alteram seu aspecto funcional. Funcionam como se fossem um só verbo com conjugação completa em todos os tempos, modos, pessoas e que possui sujeito e complementos.
    tener que comer - expressa a obrigação de comer
    estar comiendo - indica a continuidade do ato de comer
    ir a comer - expressa a disposição para exercer a ação de comer

  • Perífrasis de infinitivo - Auxiliar + infinitivo

A ação expressa é sempre iminente ou futura em relação ao verbo auxiliar.
      
 Vamos a salir de copas sábado por la noche.
    (Vamos sair para beber sábado de noite.)
    Ibamos a comenzar la caminada.
    (Íamos começar a caminhada.)
    Va a llover muchísimo. ¡A mí no me gusta la tormenta!
    (Vai chover muito. Eu não gosto de tempestade!)

  • Perífrasis de gerundio - Auxiliar + gerúndio

Ressalta o aspecto de duração da ação.
                                             Anda comiendo poco.
                                           (Anda comendo pouco.)
                                           Están leyendo ahora.
                                      (Estão lendo agora.)

  • Perífrasis de participio - Auxiliar + particípio

Ressalta o caráter perfeito (terminado) da ação.
      
    Dejó dicho que saldrá a las ocho.
    (Deixou dito que sairá às oito.)
    Llevan leídas treinta páginas del texto.
    (Levam lidas trinta páginas do texto.)

Base genética da evolução

Fatores evolutivos 
Quanto maior a variabilidade, maior a chance de sobreviver se o ambiente mudar.

- Fatores que aumentam a variabilidade

Mutação
Gênica: alteração sofrida pela molécula de DNA na autoduplicação.
Cromossômica: alteração no cromossomo.

Estrutural

  • Deleção; perda de um pedaço de um cromossomo. 
  • Duplicação: quando há a repetição de um pedaço do cromossomo.
  • Inversão: quando o cromossomo tem uma porção invertida.
  • Translocação: quando um cromossomo apresenta uma parte proveniente de outro cromossomo.
Numéricas
  • Euploidia: perda ou ganha de genomas inteiros
  • Aneuploidia: perda ou acréscimo de um ou mais cromossomo.

Evolução

Evolução Biológica
Processo pelo qual os seres vivos se diversificaram ao longo do tempo, dando origem às espécies atuais ou já extintas em nosso planeta.
Este processo é uma conseqüência da adaptação de um animal ou vegetal ao ambiente em que vivem. Devemos entender adaptação como uma seleção de características acumuladas ao longo do tempo numa certa população.

A respeito da variabilidade existem duas linhas de pensamento a serem consideradas:

A - Idéia Fixista
Admitia que os seres vivos foram criados por Deus e que as espécies não se alteraram ao longo do tempo.
Um dos adeptos desta idéia foi Lineu, naturalista sueco que viveu de 1707 a 1778.

B - Idéia Transformista
Admitia que as espécies se modificavam ao longo do tempo, em resposta a diferentes pressões do meio. Foram adeptos destas idéias:

  • Lamarck: naturalista francês que viveu de 1744 a 1829 
Lamarck dizia que as espécies sofriam alterações no decorrer do tempo, com o objetivo de melhorar seu modo de vida a novos ambientes.
  1. Lei do uso e desuso -A utilização de certos órgãos tende a hipertrofiá-los e a não-utilização tende a fazê-los regredir. (Certa)
  2. Lei da transmissão dos caracteres adquiridos - Características adquiridas pelos indivíduos ao longo de suas vidas, podiam ser transmitidas aos descendentes. (Errada)

  • Darwin: naturalista inglês que viveu de 1809 a 1882.

Admite que as variações dos caracteres em uma espécie é conseqüência da seleção das formas mais aptas à sobrevivência (seleção natural).


 Seleção natural ==> variabilidade ==> adaptação


Irradiação Adaptativa

Processo que é conseqüência de isolamento geográfico de vários grupos a partir de uma população inicial, levando à diversificação das espécies com acúmulo de características diferentes ao longo do tempo e com atuação da seleção natural.

Todos estes organismos, por terem um ancestral comum, possuem estruturas derivadas de uma mesma estrutura original. Estas estruturas são chamadas órgãos homólogos como, por exemplo, braços do homem e asas de morcego, que possuem a mesma origem embrionária.


Convergência Adaptativa

Processo que é resultante da adaptação de grupos de organismos de espécies diferentes a um mesmo hábitat. Por estarem adaptados ao mesmo hábitat, possuem semelhanças em relação à organização de corpo sem necessariamente possuírem grau de parentesco.

Estes organismos, por viverem num mesmo tipo de ambiente e estarem adaptados ao mesmo, possuem estruturas que apresentam a mesma função que são chamadas órgãos análogos, como, por exemplo: Asas de borboleta e Asas de morcego. São semelhantes pela função e não por terem uma mesma origem embrionária ou pelos organismos possuírem ancestral comum.



OBS: Órgãos vestigiais - atrofiados pelo desuso (músculo da orelha)

Neodarwinismo 
A teoria sintética é o neodarwinismo dos biólogos modernos. Trata-se de um darwinismo atualizado. Segundo essa teoria três fatores explicam o mecanismo da evolução:

  • Seleção natural -  Tem como princípio que os descendentes de uma espécie que sobrevivem são os mais aptos.
  • Mutação - Acontece quando há qualquer alteração hereditária de um gene.
  • Recombinação gênica - acontece quando há a mistura de genes de indivíduos diferentes de uma população. Com a recombinação ocorre o surgimento de genótipos novos sem a ocorrência de mutações.