Termos básicos para o estudo da população
Conjunto de habitantes de uma dada área, pode ser definido desde o aspecto local ao aspecto global. O campo da geografia que estuda a população é a demografia, que tem como significado o estudo da descrição do povo.
A) População absoluta: corresponde a população total de um determinado local.
Obs: Quando um local tem uma população absoluta numerosa, dizemos que ele é populoso.
B) População relativa ou Densidade demográfica: corresponde a média de habitantes por quilômetros quadrados. Isto é, é o total de habitantes dividido pela área que ocupam ou é a média da distribuição da população total pelo território. Um termo atualmente muito empregado para se definir povoado é o termo densidade demográfica.
Obs: Quando a população relativa de um local é numerosa dizemos que esse local é muito povoado. E quando ocorre o inverso dizemos que ele é pouco povoado.
DD = populção absoluta
área (km²)
C) Superpovoamento: uma área é superpovoada quando seus recursos econômicos e naturais não conseguem gerar qualidade de vida adequada para todos os habitantes.
D) O crescimento natural ou vegetativo: representa a evolução do aumento do número de habitantes de uma dada região sem considerar o saldo migratório, ou seja, é o crescimento populacional envolvendo somente os habitantes oriundos do território em questão. Assim, para conhecer e quantificar o crescimento demográfico de um dado lugar, utiliza-se o cálculo das taxas de natalidade e mortalidade.
D) O crescimento natural ou vegetativo: representa a evolução do aumento do número de habitantes de uma dada região sem considerar o saldo migratório, ou seja, é o crescimento populacional envolvendo somente os habitantes oriundos do território em questão. Assim, para conhecer e quantificar o crescimento demográfico de um dado lugar, utiliza-se o cálculo das taxas de natalidade e mortalidade.
- Taxa de natalidade (TN): é o número de nascimentos anuais ocorridos em uma determinada região em relação à população local. Esse dado não inclui os chamados “natimortos”, aqueles que nascem mortos ou morrem logo após o parto. Geralmente, essa relação é representada em porcentagem (a cada 100 habitantes) ou em permilagem (a cada mil habitantes), sendo essa última a forma mais comum. Assim, temos que o cálculo da taxa de natalidade é:
TN = N x 1000
*N é o número de nascimentos e P, a população total. Multiplica-se, no caso, por mil para obter os dados em permilagem.
TN = N x 1000
*N é o número de nascimentos e P, a população total. Multiplica-se, no caso, por mil para obter os dados em permilagem.
- Taxa de mortalidade (TM): é o número de óbitos anuais ocorridos em uma determinada região em relação à população local, também obtido em permilagem, o mais comum, ou também em porcentagem. O cálculo da taxa de mortalidade expressa-se dessa forma:
TM = M x 1000
*M é o número de mortes anuais e P é a população total.
A diferença entre as taxas de natalidade e mortalidade representa o crescimento vegetativo de uma dada localidade.
TM = M x 1000
*M é o número de mortes anuais e P é a população total.
A diferença entre as taxas de natalidade e mortalidade representa o crescimento vegetativo de uma dada localidade.
Teorias Demográficas
Malthusiana - O acelerado crescimento da população poderia causar a superprodução e, consequentemente, guerras, epidemias e empobrecimento do mundo. Para evitar isso, Malthus propôs algumas medidas: controle da natalidade, proibição do casamento entre pessoas mais jovens, limitação do número de filhos para os mais pobres, aumento o preço das mercadorias. Era contra o uso de contraceptivos em razão de sua formação religiosa, no entanto pregava uma série de normas, que incluíam até abstinência sexual.
Teorias Demográficas
Obs: Malthus subestimou a capacidade da tecnologia em elevar a produção de alimentos. A fome e a subnutrição, que atualmente afetam quase a sexta parte dos seres humanos de todo o planeta, não se devem à incapacidade de produzir alimentos, e sim à sua má distribuição, devido às desigualdades sociais e econômicas existentes dentro de cada país e entre os países.
Obs: Malthus subestimou a capacidade da tecnologia em elevar a produção de alimentos. A fome e a subnutrição, que atualmente afetam quase a sexta parte dos seres humanos de todo o planeta, não se devem à incapacidade de produzir alimentos, e sim à sua má distribuição, devido às desigualdades sociais e econômicas existentes dentro de cada país e entre os países.
Neomalthusiana - Relacionavam a pobreza e a fome à explosão demográfica. O aumento da população jovem era então tido como o principal foco de atenção, pois significava maior investimento nas áreas de saúde e educação por parte dos governantes, inviabilizando investimentos em setores produtivos. Eram a favor dos contraceptivos.
Para os Malthusianos e os Neomalthusianos, as pessoas eram pobres porque tinham muitos filhos.
Reformistas - A pobreza e os problemas que dela advêm (desinformação, falta de acesso à saúde, impossibilidade de realizar planejamento familiar) causam a superpopulação e não o contrário. As boas condições socioeconômicas e acesso à educação e à saúde, por exemplo, regulariam de forma natural o crescimento da população.
Segundo os reformistas, as pessoas tinham muitos filhos porque eram pobres.
Revolução Industrial x Crecimento Demográfico
Revolução Industrial x Crecimento Demográfico
A forma de vida em sociedade e o cotidiano da população foram mudados completamente. Com a Revolução Industrial, os artesãos e, em geral, as pessoas que viviam no campo, passaram a viver nas cidades e se tornaram ferramentas fundamentais para a industrialização. Além disso, as urbes simbolizavam progresso e tornaram-se enormes e de grande importância àquela época.
Em 1850, na Inglaterra, as pessoas mais pobres viviam como podiam. Aglomeravam-se à margem, em subúrbios, moradias antigas e sem o menor conforto, além de enfrentarem a insalubridade. A diferença entre a vida na urbe e a vida no campo era basicamente, que as choupanas saíam de cena, dando a vez aos ratos, esgoto, ruas esburacadas e falta de água encanada. Em meio à miséria da população mais pobre, via-se, paradoxalmente, o surgimentos de modas, inovações nos bens de consumo e a formação de uma elite industrial.
Crescimento da população e recursos naturais
Uma das consequências primárias do crescimento exorbitante da população mundial será a falta de insumos e recursos naturais que sustentam a vida. Se continuado tal nível mundial de crescimento, a população atingirá números onde a demanda por produtos básicos à sadia qualidade de vida e até mesmo à vida em si, será muito maior do que a oferta, ou seja, a capacidade produtiva de determinadas regiões, aliada à má distribuição, acarretará uma extensa crise por recursos básicos até então jamais vista. O que acontecerá poderá se converter em caos ambiental e humano sem precedentes. Uma vez instalada a falta, buscando-se sanar a necessidade, a qualidade do meio ambiente será ainda mais degradada pelo homem.
Com a severa necessidade, o homem irá de forma cada vez mais invasiva e desesperada tentar extrair do meio ambiente a solução para seu grave problema. Como a demanda é maior que a oferta, a natureza não fornecerá insumos suficientes, o que fará que ser humano novamente, invasivamente atue e danifique ainda mais o meio, que então responderá com ainda menos eficiência, e assim sucessivamente, gerando um ciclo cada vez mais destruidor e de difícil reparação.
O problema se tornará sustentado por dois fatores simples de uma equação: oferta de recursos por parte do meio ambiente, e a procura por tais recursos pelo homem. Atualmente, em termos práticos e numéricos, se analisada a oferta de recursos essenciais à vida, como os alimentos produzidos no mundo, tem-se que a demanda é menor do que a oferta, ou seja, se fossem somados todos estes alimentos e divididos pela necessidade, satisfatoriamente sanar-se-ia a fome em todo o planeta. Aqui, não são levados em conta problemas como a má distribuição, apenas faz-se um paralelo da quantidade produzida com o número de pessoas existentes (necessidade, demanda). Todavia o que pode ocorrer é a inversão de tais fatores, ou seja, muito mais pessoas com fome que capacidade produtiva mundial poderia alimentar.
Implosão Demográfica
Uma implosão demográfica é uma redução da taxa de natalidade, diminuindo-se o número de jovens e aqueles que iriam entrar no mercado de trabalho, e por outro lado, o aumento da população idosa, o que a curto,médio prazo irá trazer um problema sério em termos de segurança social, de previdência.Só pode constituir um problema, pois se de um lado não entra mão de obra para o mercado de trabalho, por outro e devido às melhores condições de vida que se tem hoje em dia, a população idosa vive mais tempo, o que implica um gasto maior com as previdências e plano de aposentadoria. A breve trecho, isto só pode provocar um colapso na estrutura de qualquer serviço social.
População Brasileira
Inicialmente, sobretudo antes da Segunda Guerra Mundial, o crescimento populacional brasileiro não era tão elevado porque as taxas de natalidade, apesar de muito altas, eram compensadas pelas taxas de mortalidade, ou seja, nasciam muitas pessoas, mas também havia muitas mortes, principalmente pelo grande número de doenças, baixa qualidade de vida da população e precárias condições sanitárias. Na década de 1930, por exemplo, o crescimento demográfico só acontecia em razão das migrações internacionais realizadas em direção ao Brasil.
No entanto, à medida que as condições de vida melhoraram, o número de mortes diminuiu consideravelmente, o que não foi acompanhado pela quantidade de nascimentos, que se manteve elevada por um tempo. Por isso, houve um aumento repentino da população, difundindo-se a teoria da “explosão demográfica”, ou seja, o crescimento descontrolado da população.
Nos anos seguintes, porém, as taxas de natalidade também decresceram gradativamente e fizeram com que o crescimento demográfico caísse no país. Uma série de fatores foi responsável por essa ocorrência, mas podemos destacar:
- adoção de políticas neomalthusianas de controle da população com métodos contraceptivos;
- inserção da mulher no mercado de trabalho e
- difusão do planejamento familiar.
Por esse motivo, hoje se sabe que não havia uma explosão demográfica propriamente dita, mas sim uma transição demográfica no Brasil, um fenômeno que ocorreu de forma semelhante nos países desenvolvidos em tempos anteriores e que ainda acontece em nações subdesenvolvidas. Basicamente, uma queda nas taxas de mortalidade é sucedida, décadas depois, por uma igual queda nas taxas de natalidade. Dessa forma, as populações crescem rapidamente durante alguns anos e, depois, estabilizam-se novamente.
