quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Simbolismo


          No intenso contato com a cultura, a mentalidade, as artes e a religiosidade orientais, os artistas             desta época mergulham nestes valores distintos do pensamento ocidental, mais racional, e                   espelham em suas criações esta outra visão de mundo.

Introdução 
O simbolismo foi um movimento que se desenvolveu nas artes plásticas, teatro e literatura. Surgiu na França, no final do século XIX, em oposição ao Naturalismo e ao Realismo.

Características do Simbolismo

- Ênfase em temas místicos, imaginários e subjetivos;
- Caráter individualista
- Desconsideração das questões sociais abordadas pelo Realismo e Naturalismo;
- Estética marcada pela musicalidade (a poesia aproxima-se da música);
- Produção de obras de arte baseadas na intuição, descartando a lógica e a razão
- Utilização de recursos literários como, por exemplo, a aliteração (repetição de um fonema consonantal) e a assonância (repetição de fonemas vocálicos).

Parnasianismo

A Parnasianismo foi um movimento literário que surgiu na França, na metade do século XIX e se desenvolveu na literatura europeia, chegando ao Brasil. Esta escola literária foi uma oposição ao romantismo, pois representou a valorização da ciência e do positivismo. 
O nome parnasianismo surgiu na França e deriva do termo "Parnaso", que na mitologia grega era o monte do deus Apólo e das musas da poesia. Na França, os poetas parnasianos que mais se destacaram foram: Théophile Gautier, Leconte de Lisle, Théodore de Banville e José Maria de Heredia.

Características do Parnasianismo
- Objetividade no tratamento dos temas abordados. O escritor  parnasiano trata os temas baseando na realidade, deixando de lado o subjetivismo e a emoção;
- Impessoalidade: a visão do escritor não interfere na abordagem dos fatos;
- Valorização da estética e busca da perfeição. A poesia é valorizada por sua beleza em sí e, portanto, deve ser perfeita do ponto de vista estético;
- O poeta evita a utilização de palavras da mesma classe gramatical em suas poesias, buscando tornar as rimas esteticamente ricas;
- Uso de linguagem rebuscada e vocabulário culto;
- Temas da mitologia grega e da cultura clássica são muito frequentes nas poesias parnasianas;
- Preferência pelos sonetos;
- Valorização da metrificação: o mesmo número de sílabas poéticas é usado em cada verso;
- Uso e valorização da descrição das cenas e objetos.

Naturalismo


O Naturalismo foi um movimento cultural relacionado às artes plásticas, literatura e teatro. Surgiu na França, na segunda metade do século XIX. Este movimento foi uma radicalização do Realismo.

Este movimento chegou ao Brasil no final do século XIX. Os escritores brasileiros abordaram a realidade social brasileira, destacando a vida nos cortiços, o preconceito, a diferenciação social, entre outros temas. O principal representante do naturalismo na literatura brasileira foi Aluísio de Azevedo. Suas principais obras foram: O Mulato, Casa de Pensão e O Cortiço.

Características do Naturalismo

  • A principal característica do Naturalismo é o cientificismo exagerado que transformou o homem e a sociedade em objetos de experiências.
  • Descrições minuciosas e linguagem simples
  • Preferência por temas como miséria, adultério, crimes, problemas sociais, taras sexuais e etc. A exploração de temas patológicos traduz a vontade de analisar todas as podridões sociais e humanas sem se preocupar com a reação do público.
  • Ao analisar os problemas sociais, o naturalista mostra uma vontade de reformar a sociedade, ou seja, denunciar estes problemas, era uma forma de tentar reformar a sociedade.

Realismo


O realismo foi um movimento artístico e cultural que se desenvolveu na segunda metade do século XIX. A característica principal deste movimento foi a abordagem de temas sociais e um tratamento objetivo da realidade do ser humano.
Possuía um forte caráter ideológico, marcado por uma linguagem política e de denúncia dos problemas sociais como, por exemplo, miséria, pobreza, exploração, corrupção entre outros. Com uma linguagem clara, os artistas e escritores realistas iam diretamente ao foco da questão, reagindo, desta forma, ao subjetivismo do romantismo.

Na literatura brasileira o realismo manifestou-se principalmente na prosa.Os romances realistas tornaram-se instrumentos de crítica ao comportamento burguês e às instituições sociais. Muitos escritores românticos começaram a entrar para a literatura realista. Os especialistas em literatura dizem que o marco inicial do movimento no Brasil é a publicação do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis. Nesta obra, o escritor faz duras críticas à sociedade da época.

           Características do Realismo

  • Oposição ao idealismo romântico. Não há envolvimento sentimental
  • Representação mais fiel da realidade
  • Romance como meio de combate e crítica às instituições sociais decadentes, como o casamento, por exemplo
  • Análise dos valores burgueses com visão crítica denunciando a hipocrisia e corrupção da classe
  • Influência dos métodos experimentais
  • Narrativa minuciosa (com muitos detalhes)
  • Personagens analisadas psicologicamente.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Noite na Taverna

Bertram, Archibald, Solfieri, Johann, Arnold e os outros companheiros estão na taverna, dialogando sobre loucuras noturnas, enquanto as mulheres dormem ébria sobre as mesas. Falam das noites passadas em embriaguez e pura orgia. Solfieri os questiona a respeito da imortalidade da alma, e parece não crer nela. Por isso, Archibald o censura pelo materialismo. Solfieri acredita na libertinagem, na bebida e na mulher sobre o colo do amado. Os homens só se voltam para Deus quando estão próximos da morte. Deus é, pois, a “utopia do bem absoluto”.

SOLFIERI
Relata uma viagem a Roma, a “cidade do fanatismo e da perdição, onde na alcova do sacerdote dorme a gosto a amásia, no leito da vendida se pendura o crucifixo lívido”. Certa noite, Solfieri vê um vulto de mulher. Segue-a até um cemitério; o vulto desaparece e ele adormece sob o frio da noite e umidade da chuva. A visão desse vulto atordoa o personagem durante um ano. Nem o amor o satisfaz mais. Uma noite, após prolongada orgia, sai vagando pelas ruas e acaba “entre as luzes de quatro círios que iluminavam um caixão entreaberto.” Lá estava a mulher que lhe provocara tantas alucinações e insônias Era agora uma defunta. Toma o cadáver em seus braços, despe-lhe o véu e faz sexo com ela. A mulher, no entanto, não estava morta, apenas sofrera um ataque de catalepsia. Solfieri leva-a então para seu leito. Depois de dois dias de delírio, ela morre realmente. Solfieri chama um escultor e manda fazer uma estátua de cera da mulher profanada, guardando-a em seu quarto. Conserva para sempre, junto ao peito, uma grinalda de flores, lembrança do caixão da defunta.

BERTRAM
Bertram, um dinamarquês ruivo, de olhos verdes, conta que, também uma mulher, Ângela, o levou à bebida e a duelar com seus três melhores amigos e a enterrá-los. Quando decide casar com ela e consegue lhe dar o primeiro beijo, recebe carta do pai, pedindo seu retorna à Dinamarca. Encontra o velho já moribundo. Chora, mas por saudade de Ângela. Dois anos depois, volta para a Espanha. Encontra a moça casada e mãe de um filho. A paixão persiste e os amantes passam a se encontrar às escondidas, até que o marido, enciumado, descobre tudo. Uma noite, Ângela, com a mão ensangüentada, pede ao rapaz para subir até sua casa e por entre a penumbra, ele encontra o marido degolado e sobre seu peito, o filho de bruços, sangrando. Saem pelo mundo em grandes orgias. Ela foge mais tarde, deixando Bertram entregue às paixões e vícios. Bêbado e ferido, é atropelado por uma carruagem. É socorrido por um velho fidalgo, pai de uma bela menina que, mais tarde, foge para casar-se com Bertram. Ele a vende em uma mesa de jogo a Siegfried, o pirata. Ela mata Siegfried, afogando-se em seguida. De dissipação em dissipação, o rapaz resolve matar-se no mar da Itália, mas é salvo por marinheiros, fica sabendo que a pessoa que o salvou foi, acidentalmente, morta por ele. São socorridos por um navio e Bertram é aceito a bordo em troca de que combatesse, se necessário. Mas apaixona-se pela pálida mulher do comandante e, durante uma batalha, ele o trai, tomando-lhe a mulher. O navio encalha em um banco de areia, despedaçando-se - os náufragos agarram-se a uma jangada e, em meio à tempestade, vagam pelo mar as três figuras (o comandante, a mulher e Bertram), sobrevivendo de bolachas e, mais tarde, tiram a sorte para ver quem morrerá para servir de alimento para os outros. O comandante perde, clama por piedade, mas Bertram se nega a ouvi-lo, prefere a luta. Mata o comandante, que serve por dois dias de alimento à Bertram e à mulher. Ele propõe morrerem juntos, ele aceita. O casal gasta as últimas energias no amor. A mulher, enlouquecida, começa a gargalhar. Bertram a mata. Alimenta-se dela também. Depois, é salvo por um navio inglês.

GENNARO
Gennaro conta que entrou como aprendiz do velho pintor Godofredo Walsh, casado em segundas núpcias com Nauza, uma jovem de vinte anos, que lhe servia de modelo. Com Godofredo, vive também Laura, de quinze anos, filha de seu primeiro casamento. Gennaro seduz Laura, que durante três meses freqüenta o quarto do rapaz. Grávida, ela implora para que ele a peça em casamento. Ele recusa porque apaixonara-se por Nauza, a esposa do pintor. Laura enfraquece.
Uma noite...foi horrível...vieram chamar-me: Laura morria. Na febre murmurava meu nome e palavras que ninguém podia reter, tão apressadas e confusas soavam. Entrei no quarto dela: a doente conheceu-me. Ergueu-se branca, com a face úmida de um suor copioso: chamou-me. Sentei-me junto ao leito dele. Apertou minha mão nas suas mãos frias e murmurou em meu ouvido:- Gennaro, eu te perdôo: eu te perdôo tudo...Eras um infame...Morrerei...Fui uma louca...Morrerei por tua causa...teu filhos...o meu...vou vê-lo ainda...mas no céu...meu filho que matei...antes de nascer...
Gennaro torna-se amante de Nauza. Certa noite fria e escura saíram o mestre e o aprendiz. Godofredo pôs-se a contar uma história (a real) de sua vida, expondo o conhecimento que tinha dos fatos, sabendo que Gennaro fora amante da filha e agora é amante da mulher. Musculoso e forte, Godofredo prostrou Gennaro, que caiu em um despenhadeiro. Só não morreu porque ficou preso em uma árvore. Após um dia e uma noite de delírios, acordou na casa de camponeses que o haviam socorrido e, logo que sarou, partiu. Encontrou no caminho o punhal com que o mestre tentara matá-lo. Munido da arma, procurou a casa de Godofredo, que parecia abandonada. Entrou pelos quartos escuros, tateando até a sala do pintor. Encontrando-a vazia, dirigiu-se ao quarto de Nauza e encontrou-a morta, envenenada pelo marido, que jazia morto também e de sua boca “corria uma escuma esverdeada.”

CLAUDIUS HERMANN
Viciado em jogo, Claudius Hermann chegou a apostar toda a sua fortuna. Em uma das corridas, viu uma mulher passar a cavalo. Tal foi o fascínio que a dama exerceu sobre ele, que, quase com obsessão, persegui-a. Descobriu que a mulher misteriosa era a duquesa Eleonora. Um dia, encorajado, abordou-a. Eleonora era casada. Uma noite, após um baile, aproveitou-se do cansaço e sonolência da mulher e, com a chave comprada de um criado, entrou em seu quarto e lhe deu um narcótico misturado ao vinho. Em seguida, seduziu-a.

Uma semana se passou assim: todas as noites eu bebia nos lábios da dormida um século de gozo. Um mês delirantes iam aos bailes do entrudo, em que mais cheia de febre ela adormecia quente, com as faces em fogo...

O marido, o belo e jovem Maffio, uma noite prometeu visitá-la em seu leito. O amante, corroído de ciúme, resolveu fugir com a mulher. Após ministrar-lhe o narcótico, saiu com a inconsciente pelos corredores, e partiram de carruagem. Ao acordar, Eleonora percebeu que estava em um local estranho com um desconhecido. Ficou desesperada. Claudius decidiu revelar-lhe o segredo. A mulher argumentou ser impossível amá-lo, ele contra-argumentou dizendo-lhe não ser possível a vida dela nos padrões da normalidade, uma vez que estava desonrada. Ninguém a perdoaria. Eleonora, então, concorda em viver com ele.

(...) um dia Claudius entrou em casa. Encontrou o leito ensopado de sangue e num recanto escuro da alcova um doido abraçado com um cadáver. O cadáver era o de Eleonora: o doido n em o poderíeis conhecer tanto a agonia o desfigurava. Era uma cabeça hirta e desgrenhada, uma tez esverdeada, uns olhos fundos e baços onde o lume da insânia cintilava a furto, como a emanação luminosa dos puis entre as trevas...Mas ele o conheceu...era o Duque Maffio.

JOHANN
O cenário é Paris. Johann e Artur jogavam num bilhar. Ao faltar um ponto para Artur ganhar e ao narrador muitos, houve um desvio da bola e Johann exaltou-se, provocando o adversário para um duelo de morte. Artur aceitou, mas antes de partirem para a morte, escreveu algumas linhas e pediu para Johann entregá-las juntamente com um anel, caso viesse a ser a a vítima. No duelo morreu Artur. Johann, como havia prometido, tirou o anel do defunto, recolheu dois bilhetes. O primeiro era uma carta para a mãe; o segundo continha apenas um endereço e um horário. A assinatura era apenas um G. Johann foi ao encontro. “Era escuro. Tinha no dedo o anel que trouxera do morto...Senti uma mãozinha acetinada tomar-me pela mão...subi. A porta fechou-se.

Ele seduziu a virgem. Ao sair, topou com um vulto à porta, voz levemente familiar. Desceu as escadas e sentiu uma lâmina resvalar-lhe os ombros. Uma luta terrível foi travada e houve mais um assassinato.

Ao sair tropecei num objeto sonoro. Abaixei-me para ver o que era. Era uma lanterna furta-fogo. Quis ver quem era o homem. Ergui a lâmpada...O último clarão dela banhou a cabeça do defunto...a apagou-se...Eu não podia crer: era um sonho fantástico toda aquela noite. Arrastei o cadáver pelos ombros...levei-o pela laje da calçada até o lampião da rua, levantei-lhe os cabelos ensangüentados do rosto (...) Aquele homem - sabei-o!? era do sangue do meu sangue, filho das entranhas de minha mãe como eu...era meu irmão!

Mas a desgraça maior ainda estava por ser revelada: Johann havia possuído sua própria irmã.


ÚLTIMO BEIJO DE AMOR

A noite ia alta e a orgia findara, os convivas dormiam embriagados. Entrou na taverna uma mulher vestida de negro, procurando um rosto conhecido. Quando a luz bateu em Arnold, a mulher ajoelhou-se, em seguida ergueu-se, dirigindo-se a Johann.

(...) A fronte da mulher pendeu e sua mão pousou na garganta dele. Um soluço rouco e sufocado ofegou daí. A desconhecida levantou-se. Tremia; ao segurar na lanterna ressoou-lhe na mão um ferro...era um punhal...Atirou-o no chão. Viu que tinha as mãos vermelhas, enxugou-as nos longos cabelos de Johann.

Voltando-se para Arnold, fez-se reconhecer. Era Geórgia que voltava, depois de cinco anos. Arnold pediu que o chamasse como antes - Artur - e pede-lhe beijos, enquanto ambos lamentam a sorte. A mulher somente vinha para dizer-lhe adeus e depois fecharia a porta de sua própria sepultura. Confessa a morte de Johann para vingar-se daquele que a levou a prostituir-se. Geórgia prostituta vingou nele Geórgia - a virgem. Esse homem foi quem a desonrou, desonrou-a a ela que era sua irmã.

O cortiço

O romance segue claramente duas linhas mestras em seu enredo, cada uma delas girando em torno de um imigrante português. De um lado temos João Romão, o dono do cortiço, do outro Jerônimo, trabalhador braçal que se emprega como gerente da pedreira que pertence ao primeiro. 
João Romão enriquece às custas de sua obsessão pelo trabalho de comerciante, mas também por intermédio de meios ilícitos, como os roubos que pratica em sua venda e a exploração da amante Bertoleza, a quem engana com uma falsa carta de alforria. Ele se torna proprietário de um conjunto de cômodos de aluguel e da pedreira que ficava ao fundo do terreno. Aumenta sua renda e passa a se dedicar a negócios mais vultosos, como aplicações financeiras. Aos poucos, refina-se e deixa para trás a amante. 
Miranda, comerciante de tecidos e também português, muda-se para o sobrado que fica ao lado do cortiço. No início disputa espaço com o vizinho, mas, aos poucos, os dois percebem interesses comuns. Miranda tem acesso à alta sociedade, posição que começa a ser almejada por João Romão, este, por sua vez, tem fortuna, cobiçada pelo comerciante de tecidos que vive às custas do dinheiro da esposa. Logo, uma aliança se estabelece entre eles. Para consolidá-la, planeja-se o casamento entre João Romão e a filha de Miranda, Zulmira. João se livra de Bertoleza, devolvendo-a aos seus antigos donos.  
Jerônimo assume a condição de gerente da pedreira de João Romão e passa a viver no cortiço com a esposa Piedade. Sua honestidade, força e nobreza de caráter logo chamam a atenção de todos. No entanto, seduzido pela envolvente Rita Baiana, assassina o namorado desta, Firmo. Jerônimo abandona a esposa e vai viver com Rita. Entra então em um acelerado processo de decadência física e moral, assim como sua esposa, que termina alcoólatra. 
A decadência atinge também outros moradores do cortiço. É o caso de Pombinha, moça culta que aguardava a primeira menstruação para se casar. Seduzida pela prostituta Léonie, abandona o marido e vai viver com a amante, prostituindo-se também.

Importância do livro Na literatura brasileira, O Cortiço é o romance mais exemplar da estética realista-naturalista. Nele, pode-se perceber com clareza a visão que os naturalistas tinham das reações sociais no desejo de enriquecimento que toma João Romão, e ainda a imagem que os naturalistas faziam das relações pessoais no envolvimento amoroso entre Jerônimo e Rita Baiana.
Período histórico O romance foi escrito em um período de profundas transformações na paisagem urbana do Rio de Janeiro, captadas ali com o registro cru do naturalismo, que rejeitava qualquer forma de idealização do real

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Brás Cubas é um homem rico e solteiro que, depois de morto, resolve se dedicar à tarefa de narrar sua própria vida. Dessa perspectiva, emite opiniões sem se preocupar com o julgamento que os vivos podem fazer dele. De sua infância, registra apenas o contato com um colega de escola, Quincas Borba, e o comportamento de menino endiabrado, que o fazia maltratar o escravo Prudêncio e atrapalhar os amores adúlteros de uma amiga da família, D. Eusébia. Da juventude, resgata o envolvimento com uma prostituta de luxo, Marcela.  
Depois de retornar de uma temporada de estudos na Europa, vive uma existência de moço rico, despreocupado e fútil. Conhece a filha de D. Eusébia, Eugênia, e a despreza por ser manca. Envolve-se com Virgília, uma namorada da juventude, agora casada com o político Lobo Neves. O adultério dura muitos anos e se desfaz de maneira fria. Brás ainda se aproxima de Nhã Loló, parenta de seu cunhado Cotrim, mas a morte da moça interrompe o projeto de casamento.  
Desse ponto até o fim da vida, Brás se dedica à carreira política, que exerce sem talento, e a ações beneficentes, que pratica sem nenhuma paixão. O balanço final, tão melancólico quanto a própria existência, arremata a narrativa de forma pessimista: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”.

Memórias de um Sargento de Milícias

A narrativa, que se apresenta como uma sucessão de aventuras do jovem Leonardo, tem início antes mesmo de seu nascimento, relatando o primeiro contato entre seus pais, Maria da Hortaliça e Leonardo Pataca, no navio que os traz de Portugal para o Brasil. Ambos trocam “uma pisadela” e um “beliscão” como sinais de interesse mútuo e passam a namorar. Maria da Hortaliça abandona o marido e retorna para a terra natal. Pataca, por sua vez, recusa-se a criar o filho, deixando-o com o padrinho, o Barbeiro, que passa a dedicar ao menino cuidados de pai.  
Pataca se envolve com uma cigana, que também o abandona. Para tentar recuperá-la, recorre à feitiçaria, prática proibida na época. Flagrado pelo Major Vidigal, conhecido e temido representante da lei, vai para a prisão, sendo solto em seguida.
Enquanto isso, seu filho Leonardo, pouco afeito aos estudos, convence o padrinho a permitir que ele frequente a Igreja na condição de coroinha. O Barbeiro vê ali uma oportunidade para dar um futuro ao afilhado. No entanto, Leonardo continua aprontando das suas e acaba expulso. Conhece o amor na figura de Luisinha, uma rica herdeira, mas sua aproximação é interrompida pela ação do interesseiro José Manuel, que conquista e casa com a moça. 
O Barbeiro morre e deixa uma herança para o afilhado. Leonardo volta a viver com o pai, mas foge após um desentendimento. Envolve-se com a mulata Vidinha e passa a sofrer as perseguições do Major Vidigal, caçador dos ociosos do Rio de Janeiro. Para não ser preso, é forçado a se alistar.  
A experiência militar não é menos problemática: continua a participar de arruaças e desobedece seguidamente o Major. Por isso, acaba preso. Consegue a liberdade graças à ação de uma ex-namorada de Vidigal, Maria Regalada, que lhe promete, em troca, a retomada do antigo afeto. Leonardo não só é solto, como é promovido a sargento da tropa regular. Reencontra-se com Luisinha, então recém-viúva, e os dois reatam o namoro. Ainda com a ajuda do Major Vidigal, Leonardo se torna sargento de milícias e obtém permissão para se casar. 

Missa do Galo

O conto Missa do Galo de Machado de Assis tem foco narrativo em primeira pessoa, o narrador também é personagem. É um conto retrospectivo, pois o sr. Nogueira já adulto, relata um acontecimento do passado. 

O enredo se desenvolve quando seu Nogueira tem dezessete anos e mora na casa do escrivão Meneses, para estudar. Naquele ano, prolongou sua estada na Corte (Rio de Janeiro) a fim de assistir à Missa do Galo, apesar das férias já terem iniciado. 
O escrivão Meneses, mesmo casado dom dona Conceição, uma santa, segundo o narrador, mantinha um caso extraconjugal com uma mulher separada do marido. Na casa todos sabiam, inclusive sua esposa. Uma vez por semana, Meneses encontrava-se com a amante. À noite de Natal foi uma dessas ocasiões. O adultério declarado do marido de Conceição propicia condições para que ela própria deseje também prevaricar. 
Assim acontece o encontro premeditado por ela, ao que tudo indica, com o jovem Nogueira, enquanto este, em casa, esperava a hora da Missa do Galo. Ele por ingenuidade e inexperiência, não chega a captar exatamente as intenções da pacata mas traída Conceição. 
Ela, por sua roupa, seus gestos, suas atitudes, seu andar, suas frases ambíguas parece disposta a seduzir o estudante ingênuo. No entanto, nenhum envolvimento explícito acontece com eles. Nogueira conta no final que, no ano seguinte, o escrivão Meneses morre de apoplexia. Quanto à Conceição, casou-se novamente logo depois com o escrevente do juramento do marido.

O primo Basílio

Este romance é uma sátira moralizadora dos costumes da burguesia média de Lisboa.
Passado em Lisboa, nesta obra conta-se a história de uma casal – Luisa e Jorge – que vive pacatamente. A acção começa quando Jorge tem que viajar para o Alentejo por motivos profissionais. Durante a ausência do marido, Luisa é inesperadamente surpreendida pela visita de Basílio, seu primo e amigo de infância com quem havia trocado algumas cartas de cariz romântico. Seduzida por este, Luisa acaba por cair em adultério.
Mas, Luisa tinha uma criada, Juliana, que, rancorosa e mesquinha, ao descobrir o segredo dos dois amantes através de uma carta destes, faz chantagem, obrigando a ama a servi-la como se fosse ela a dona da casa, e exigindo pelo seu silêncio uma quantia exorbitante. A pobre senhora sujeitou-se a todas as humilhações mas não tinha tanto dinheiro. Pediu-o a Basílio, mas este, já entediado das relações com Luisa e também sem dinheiro, regressa apressadamente para França.
Com a chegada do marido, a situação complicou-se ainda mais. Luisa começa a ficar doente, abatida e sem apetite, facto que preocupa e indigna Jorge.
Luisa, já desesperada, numa tentativa de solucionar o problema, conta tudo a Sebastião, um amigo de Jorge que, com a ajuda de um polícia seu conhecido, consegue tirar a carta das mãos da criada. Esta, assustada pela inesperada interpelação, sofre um ataque cardíaco e morre. O sucedido, enche de alegria Luisa, que julga ver acabados os seus tormentos.
Mas o destino não quis que assim fosse. Basílio tinha recebido em França uma carta de Luisa a pedir-lhe dinheiro, mais uma vez, à qual decide responder muito tempo depois de a ter recebido. Nela promete enviar a quantia necessária para calar a criada. Todavia, esta carta acaba por ser lida por Jorge que, naturalmente, exige explicações à esposa.
Vendo-se desmascarada, Luisa adoece e não resiste à morte.
Após a sua morte, Jorge abandona a casa onde haviam vivido.
Algum tempo depois, Basílio volta a Lisboa e procura a prima. Ao ver a casa fechada, é informado que esta falecera. Basílio responde com uma indiferença impiedosa à notícia.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Fisica - parte 2 - 3° bim

Leis da Reflexão

A 1° lei da reflexão: O raio incidente (RI) à normal e o raio refletido são cooplanares, ou seja, estão no mesmo plano. 
A 2º lei da refração: O ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão (r = i) 

A imagem formada por um espelho plano é determinada através do prolongamento dos raios refletidos.

A imagem formada pode ser real ou imaginária. Se o objeto for real, a imagem é virtual; e se o objeto for virtual, a imagem é real.

Imagem de um ponto

- Ponto imagem: ponto definido peã interseção de raios emergentes do espelho.

-Ponto objeto: interseção de raios incidentes sobre o espelho.

*Ponto real - interseção efetiva de raios luminosos.
*Ponto virtual - interseção de prolongamentos de raios luminosos.

Imagem de um objeto extenso - a imagem refletida não se superpõe ao objeto. O objeto e a imagem no espelho são figuras contrárias.

Translação de um espelho plano  - D=2d / vi= 2ve

Rotação de um espelho plano -  ∆= 2alfa

Imagem entre o objeto e um espelho plano

N = 360°/alfa -1

Fisica 3° bimestre - 1ª parte

Conceitos básicos
Raios de luz
São a representação geométrica da trajetória da luz, indicando sua direção e o sentido da sua propagação. Por exemplo, em uma fonte puntiforme são emitidos infinitos raios de luz, embora apenas alguns deles cheguem a um observador.
Representa-se um raio de luz por um segmento de reta orientado no sentido da propagação.
Feixe de luz
É um conjunto de infinitos raios de luz; um feixe luminoso pode ser:
  • Cônico convergente: os raios de luz convergem para um ponto;
  • Cônico divergente: os raios de luz divergem a partir de um ponto;
  • Cilíndrico paralelo: os raios de luz são paralelos entre si.



Meios de propagação da luz
Os diferentes meios materiais comportam-se de forma diferente ao serem atravessados pelos raios de luz, por isso são classificados em:

  • Meio transparente

É um meio óptico que permite a propagação regular da luz, ou seja, o observador vê um objeto com nitidez através do meio. Exemplos: ar, vidro comum, papel celofane, etc...
  • Meio translúcido

É um meio óptico que permite apenas uma propagação irregular da luz, ou seja, o observador vê o objeto através do meio, mas sem nitidez. 
  • Meio opaco 

É um meio óptico que não permite que a luz se propague, ou seja, não é possivel ver um objeto através do meio.

Fenômenos Ópticos 
Reflexão Regular

Quando um feixe de raios paralelos incide sobre uma superfície polida, propagando-se no meio 1, este retorna para o meio (1) sem perder o paralelismo.

Reflexão regular da luz
Reflexão Difusa
O feixe de raios paralelos provenientes do meio (1) atinge a superfície de separação com o meio (2) perdendo seu paralelismo e sendo espalhado em todas as direções.


Reflexão difusa da luz

Refração

A luz, proveniente do meio (1), atravessa a superfície de separação entre os dois meios e passa a se propagar no meio (2), sendo a luz, em geral, desviada, assumindo uma direção bem diferente da direção de propagação no meio (1).
 

Refração da Luz

Absorção

A luz proveniente do meio (1) atinge o meio (2), porém, não retorna ao meio de propagação inicial e nem passa a se propagar no meio (2). Essa luz, por se tratar de energia, é absorvida pele superfície.
 

Absorção da luz
Princípio da independência dos raios de luz
 Quando os raios de luz se cruzam, estes seguem independentemente, cada um a sua trajetória.

Princípio da propagação retilínea da luz
 Todo o raio de luz percorre trajetórias retilíneas em meios transparentes e homogêneos.

Sombra e penúmbra
Quando um corpo opaco é colocado entre uma fonte de luz e um anteparo é possível delimitar regiões de sombra e penúmbra. A sombra é a região do espaço que não recebe luz direta da fonte. Penúmbra é a região do espaço que recebe apenas parte da luz direta da fonte, sendo encontrada apenas quando o corpo opaco é posto sob influência de uma fonte extensa. Ou seja:

  • Fonte de luz puntiforme
  • Fonte de luz extensa


Câmara escura de orifício

Uma câmara escura de orifício consiste em um equipamento formado por uma caixa de paredes totalmente opacas, sendo que no meio de uma das faces existe um pequeno orifício.
Ao colocar-se um objeto, de tamanho o, de frente para o orifício, a uma distância p, nota-se que uma imagem refletida, de tamanho i, aparece na face oposta da caixa, a uma distância p', mas de foma invertida. Conforme ilustra a figura:
Desta forma, a partir de uma semelhança geométrica pode-se expressar a seguinta equação
                                m/n = a/b   
p=a   p'=b   o=m   i=n

Sendo esta conhecida como a Equação da câmara escura.











sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Missa do galo

O conto Missa do Galo de Machado de Assis tem foco narrativo em primeira pessoa, o narrador também é personagem. è um conto retrospectivo, pois o sr,. Nogueira já adulto, relata um acontecimento do passado. O enredo se desenvolve quando seu Nogueira tem dezessete anos e mora na casa do escrivão Meneses, para estudar. Naquele ano, prolongou sua estada na Corte (Rio de Janeiro) a fim de assistir à Missa do Galo, apesar das férias já terem iniciado. O escrivão Meneses, mesmo casado dom dona Conceição, uma santa, segundo o narrador, mantinha um caso extraconjugal com uma mulher separada do marido. Na casa todos sabiam, inclusive sua esposa. Uma vez por semana, Meneses encontrava-se com a amante. À noite de Natal foi uma dessas ocasiões. O adultério declarado do marido de Conceição propicia condições para que ela própria deseje também prevaricar. 
Assim acontece o encontro premeditado por ela, ao que tudo indica, com o jovem Nogueira, enquanto este, em casa, esperava a hora da Missa do Galo. Ele por ingenuidade e inexperiência, não chega a captar exatamente as intenções da pacata mas traída Conceição. Ela, por sua roupa, seus gestos, suas atitudes, seu andar, suas frases ambíguas parece disposta a seduzir o estudante ingênuo. No entanto, nenhum envolvimento explícito acontece com eles. Nogueira conta no final que, no ano seguinte, o escrivão Meneses morre de apoplexia. Quanto à Conceição, casou-se novamente logo depois com o escrevente juramentado do marido.

Memórias de um Sargento de Milícias

De Manuel Antônio de Almeida, é uma obra que, apesar de ser considerada integrante do movimento romântico, graças ao empenho incessante dos críticos em classificar rigidamente as produções literárias em estilos –Romantismo, realismo e outros mais -, destoa nitidamente das características desta escola.

O único ponto em comum entre este livro e os de seus contemporâneos é que ele também foi, inicialmente, publicado em capítulos em um periódico, o carioca Correio Mercantil, configurando, assim, um folhetim, editado toda semana neste veículo, entre junho de 1852 e julho de 1853, sem a assinatura do escritor. Ele só foi lançado no formato literário em 1854 – primeiro volume – e em 1855 – o segundo volume, subscrito como ‘um brasileiro’. O nome do escritor só foi creditado na terceira edição, quando ele já tinha falecido.

Por constituir uma obra à parte, considerada desrespeitosa e irregular pelos críticos conservadores, que não sabiam como lidar com as produções que não se enquadravam em suas categorias literárias, ela foi durante muito tempo relegada às sombras, sendo redescoberta a partir dos anos 20. Suas características, que até então provocavam desprezo entre os especialistas, a converteram em um dos livros mais carismáticos de toda a produção brasileira do século XIX.

Para conquistar a atenção do leitor, o autor criou uma narrativa que lembra muito as notícias de um jornal, composta com o discurso do povo, típico das camadas baixas e médias, exposto em capítulos concisos e de certa forma autônomos, cada um deles representando, normalmente, um evento integral. O enredo é intrincado, tecido por tramas sucessivas que somente em alguns momentos interagem entre si.

Leonardo é o protagonista desta história, o típico malandro carioca, concebido durante uma travessia marítima que conduz seus pais de Portugal ao Brasil. Desde criança ele revela seu mau gênio e antevê os desafios com os quais irá se deparar em sua existência. Rejeitado pelos pais, só lhe resta o amparo do padrinho, proprietário de uma barbearia. A forma ilícita como este profissional conquistou seu capital simboliza o famoso ‘jeitinho brasileiro’, já comum na vida social deste período.

Os feitos de Leonardo o levam incessantemente a dificuldades das quais ele se livra por meio da intervenção de seus amigos. Ele configura um personagem plano, que não se modifica em momento algum, ou seja, seus traços elementares são preservados o tempo todo. O herói mantém, assim, seu jeito malandro de ser até o final. Outras figuras do livro são consideradas alegóricas, algumas nem mesmo são nomeadas, pois apenas representam determinadas categorias.

Leonardo não conduz a narrativa, a qual é tecida por um narrador onisciente na terceira pessoa. A expressão ‘memórias’ mencionada no título se refere, portanto, ao passado, resgatado através das aventuras e desventuras de Leonardo. Duas diretrizes guiam este relato, a ordem, simbolizada pelo Major Vidigal, e a desordem, característica principal do protagonista. A vivência de uma meninice que conheceu de perto a pobreza contribui para que Manuel Antônio construa habilmente esta história, bem como cada um de seus personagens.

Primo Basilio

Luisa é casada com Jorge, que trabalhava muito e consequentemente ficava muito tempo fora de casa. Ela ficava muito sozinha e entediada com toda essa falta do marido.
Na casa moravam duas empregadas e uma delas era Juliana, uma das personagens mais fortes, pois era discriminada.
Luisa tinha um amor de infância, seu primo Basílio que do nada, aparece na porta de seu apartamento. E ela, fragilizada e só, volta a sentir tudo que sentia quando jovem. Depois desse aparecimento, Basílio sempre a visitava. E a empregada Juliana, sempre os observava, estava sempre de olho em todos os passos dos dois.

Os primos sempre trocavam cartas, e Luisa, depois de lê-las, as jogava no lixo para seu marido Jorge não ver. Mas um certo dia, a empregada Juliana tirou o lixo do quarto de Luisa e viu as cartas e, ela que de boba nao tem nada, as guardou para xantagear Luisa, e ser alguem na vida.
Conseguiu xantagea-la, e quem fazia os serviços da casa era Luisa e não Juliana.

Os encontros entre os primos não pararam. Basílio, certo dia, convidou Luisa para ir ao paraíso ( ela, como mulher romantica imaginou um lugar maravilhoso) mas era um lugar sujo, barulhento, e ao chegar lá, seu primo a tratou mal. (Ela não entendeu porque estava ali e/ou porque ele estava tratando-a mal). - Nesse trecho o livro demonstra a degradação de Luisa -> se você esta traindo seu marido, olhe onde você vai parar -.

Luisa precisa se desfazer das xantagens de Juliana, e para isso pede ajuda ao seu amigo que é policial. Ele resolve ajudar e vai a casa dela. Chegando lá, diz a empregada que ela tem que devolver ou sera presa. Juliana ficou tao nervosa que acabou morrendo.

Depois de tudo, Basílio diz pra Luisa que ele não pode ficar mais em Portugal e que precisa voltar pra Paris. Ela fica querendo ir junto mas ele diz que vai mandar dinheiro pra ela ir depois (Mentira, porque ele não manda e ainda some. Para de responder as cartas, esquece Luísa.)
Com a ausência de Basílio, e seu "desaparecimento " Luisa fica doente e quem cuida dela é Jorge. Um certo dia, Basílio responde as cartas de Luísa e quem a recebe é Jorge. E então ele descobre sofre a traição, ele fica muito chateado com Luisa, que acaba morrendo.

Alguns meses depois Basílio retorna a Portugal e procura por Luisa e fica sabendo que ela esta morta. Ele lamenta e diz que poderia ter trazido sua amante francesa.
Ninguém entende e ele então explica que Luisa era apenas uma necessidade fisiológica.

Iracema

A obra conta a história de amor vivida por Martin, um português, e Iracema uma índia tabajara. Eles apaixonaram-se quase que à primeira vista. Devido a diferença étnica, por Iracema ser filha do pajé da tribo e por Irapuã gostar dela, a única solução para ficarem juntos, é a fuga. Ajudados por Poti, Iracema e Martim, fogem do campo dos tabajaras, e passam a morar na tribo de Poti (Pitiguara). Isso faz com que Iracema sofra, mas seu amor por Martim é tão mais forte, que logo ela se acostuma, ou pelo menos, não deixa transparecer. A fuga de Iracema faz com que uma nova batalha seja travada entre os tabajaras e os potiguaras. Pois Arapuã quer se vingar de Martin, que "roubou" Iracema, mas Martim é amigo de Poti, índio pitiguara, que irá protegê-lo. 
Além disso, a tribo tabajara alia-se com os franceses que lutam contra os portugueses, que são aliados dos pitiguaras, pela posse do território brasileiro. Com o passar do tempo, Martim começa a sentir falta das pessoas que deixou em sua pátria, e acaba distanciando-se de Iracema. Esta, por sua vez, já grávida, sofre muito percebendo a tristeza do amado. Sabendo que é o motivo do sofrimento de Martim, ela resolve morrer depois que der à luz ao filho. Sabendo da ausência de Martim, Caubí, irmão de Iracema, vai visitá-la e dia que já a perdoou por ter fugido e dado às costas à sua tribo. Acaba conhecendo o sobrinho, e promete fazer visitas regulares aos dois. 
Conta que Araquém, pai de Iracema, está muito velho e mal de saúde, devido à fuga de Iracema. Justo no período que Martim não está na aldeia, Iracema dá luz ao filho, ao qual dá o nome de Moacir. Sofrendo muito, não se alimentando, e por ter dado à luz recentemente, Iracema não suporta mais viver e acaba morrendo logo após entregar o filho à Martim. Iracema é enterrada ao pé de um coqueiro, na borda de um rio, o qual mais tarde seria batizado de Ceará, e que daria também nome à região banhada por este rio. Ao meio desta bela história de amor, estão os conflitos tribais, intensificados pela intervenção dos brancos, peocupados apenas em conquistar mais territórios e dominar os indígenas. 

Personagens:
Iracema: cabelos negros e longos, era a virgem dos lábios de mel;
Martim Soares Moreno: guerreiro branco que representa o colonizador europeu, era amigo dos pitiguaras, habitantes do litoral, adversários dos Tabajaras. Os pitiguaras lhe deram o nome de Coatiabo;
Moacir: filho de Iracema representa no livro o primeiro brasileiro;
Araquém: o feiticeiro da tribo Tabajara e pai de Iracema;
Caubi: irmão de Iracema;
Poti: índio Pitiguara, que se considerava irmão de Martim;
Batuirité: avô de Poti;
Jacaúna: irmão de Poti;
Irapuã: chefe dos Tabajaras; apaixonado por Iracema;

Escrava Isaura

A história se passa nos primeiros anos do reinado de D.Pedro II, nos Campos de Goitacases, à margem do Paraíba, no Rio de Janeiro. Malvina é moça rica e senhora da casa, onde mora Isaura, a escrava, bela e jovem, de propriedade da sogra, fazendeira abastada que, antes de morrer, pede à nora para olhar e libertar sua escrava predileta, educada e tratada como filha pela velha senhora, mãe de dois rapazes, Leôncio e Henrique.
Malvina é casada com Leôncio, proprietário da fazenda, onde o casal vive. A jovem esposa havia sido prometida a Leôncio por acordo dos pais e o moço, um perdulário, esbanja a fortuna paterna. O sogro de Malvina, um comendador devasso e agressivo voltou os olhos para a mãe de Isaura, Juliana. Esta se apaixona pelo feitor da fazenda, Miguel, e desse encontro nasce Isaura. Enfurecido com o comportamento da moça, o comendador a submete a tamanhos maus tratos que a escrava falece, deixando a filha, educada pela patroa solitária.
Destino semelhante parece estar reservado a Isaura. Leôncio passa a perseguir a moça, cortejando-a para seduzi-la. Tal ousadia provoca ciúmes na ex-amante, a escrava, Rosa, que faz insinuações sobre o comportamento de Isaura para Malvina, tentando despertar ciúmes na patroa. No início Malvina resiste, porém acaba por acreditar em Rosa e Isaura é levada para a senzala, juntando-se às demais escravas. Dessa forma, fica mais próxima das atrocidades do patrão rejeitado.
Miguel, o pai de Isaura, resolve vir em socorro da filha, pois conseguira juntar os dez contos de réis, exigidos, na época, pelo comendador para a libertação da moça. Mas Leôncio se nega a entregar-lhe a filha, forçando-o a criar um plano de fuga para os dois. Fogem em um navio negreiro para o Recife, onde conseguem alugar uma chácara, afastada do grande centro. Vivem discretamente até que um jovem estudante de Direito, Álvaro, um liberal republicano, quase socialista e abolicionista exaltado, ouve Isaura cantando. Descobre a bela moça, que diz chamar-se Elvira e o pai, Anselmo. O rico rapaz, órfão, dono de uma fortuna de dois mil contos de reis, nem desconfia que a jovem, com uma pinta negra, no rosto, é uma escrava e apaixona-se perdidamente por ela.
Pai e filha são convidados por Álvaro para um baile e temerosos de levantarem suspeitas decidem ir à festa. Isaura está decidida a contar a verdade, mas diante de conflituosas considerações, desiste do intento. Na festa, todos só têm olhos para a bela acompanhante de Álvaro, mas Martinho, um dos convidados, soube, através de anúncio, impresso num jornal do Rio de Janeiro, da fuga de uma escrava e seu pai e daria recompensa de cinco mil contos de réis a ser paga a quem descobrir o paradeiro dos fugitivos. Imediatamente, relaciona pai e filha com os do anúncio e corre à polícia para dar queixa, retornando à festa para desmascarar ambos. A prova de que a moça é a escrava fugitiva é um sinal de queimadura que traz acima do seio.
Álvaro chama Martinho para um lado e, conhecendo o caráter do rapaz, oferece-lhe o dobro da recompensa para que desista da ideia e, diante de todos, afirme ter se enganado. Ele assim o faz. Entretanto, não abandona a ideia da captura. Escreve a Leôncio, dizendo que encontrou a escrava, mas o fazendeiro vingativo decide vir recapturá-la, enfrentando Álvaro que sai perdedor na contenda. Leôncio leva Isaura e o pai e, Martinho perde os dez mil contos de réis, enquanto Álvaro fica entregue ao desencanto.
O fazendeiro resolve se reconciliar com a esposa, por interesse monetário, pois sua fortuna vai mal e só Malvina pode salvá-lo da bancarrota. Afirma que dará liberdade à Isaura, conforme o desejo da mãe, desde que a escrava se case com o horrendo jardineiro anão, Belchior. Pretende deixar Miguel sob seu jugo, enquanto aguarda dias melhores para se aproximar de escrava, ao mesmo tempo em que satisfaz o desejo da esposa.
No dia do casamento, chegam senhores à porta e, Leôncio, certo de que se trata do juiz de paz, pede que chamem Malvina, Isaura, Miguel e Belchior para dar início à cerimônia. Surpreendentemente, é Álvaro quem se apresenta e comunica que tudo o que pertence a Leôncio passou às suas mãos, visto ter comprado todas suas dívidas. Portanto, Isaura, também, não é mais sua escrava. Oferece o braço à amada que clama perdão para os patrões. Leôncio, cego de ódio, diz que jamais viverá da clemência de Álvaro e, rapidamente, vai para o quarto ao lado de onde se ouve um tiro. Malvina, aterrorizada, cai; Leôncio estourou o crânio com um tiro de pistola.

Personagens:
  • Isaura, a heroína escrava, é branca, linda, pura, virginal e possui um caráter nobre e demonstra "conhecer o seu lugar": do princípio ao fim, suporta conformada a perseguição de Leôncio, as propostas de Henrique, as desconfianças de Malvina, sem jamais se revoltar. Permanece emocionalmente escrava, mesmo tendo sido educada como uma dama da sociedade. Tem escrúpulos de passar por branca livre, acha-se indigna do amor de Álvaro e termina como a própria imagem da "virtude recompensada".
  • Leôncio, vilão da trama. Filho único do comendador Almeida, o dono da fazenda situada em Campos dos Goitacases (RJ), é uma criança difícil, que cresce e se torna um homem inescrupuloso. Casa-se com a rica Malvina, mais é incansável na perseguição a Isaura.
  • Tomásia é a condessa de Campos, rica e bonita, uma das maiores inimigas de Leôncio, devido as maldades que este praticou contra ela. Antes de se tornar condessa ela era uma camponesa simples, mas depois de rica, se torna uma mulher poderosa que faz de tudo para se vingar de Leôncio.
  • Álvaro, o bom moço da história. Conhece Isaura quando esta foge com o pai para Recife. Tornam-se amigos e em pouco tempo a amizade dá lugar a um profundo amor. Por princípio, Álvaro é abolicionista e, como prova, emancipa todos os escravos que eram herança da fazenda de seus pais. Apaixonado por Isaura, o grande obstáculo que Álvaro precisa vencer é o fato de Isaura ser propriedade legítima de Leôncio. Para isso, vai à corte, descobre a falência de Leôncio, adquire seus bens e desmascara o vilão. Liberta Isaura e casa-se com ela, desafiando, assim, os preconceitos da sociedade escravagista.
  • Miguel, pai de Isaura, foge do conceito tradicional do mau feitor. Quando feitor da fazenda de Leôncio, tratara bem aos escravos e amparara Juliana, mãe de Isaura, nas suas desditas com o pai de Leôncio. Pai extremoso, deseja libertar a filha do jugo da escravidão e não mede esforços para isso.
  • Martinho é o estereótipo do ganancioso: cabeça grande, cara larga, feições grosseiras e "no fundo de seus olhos pardos e pequeninos reluz constantemente um raio de velhacaria". Por querer ganhar muito dinheiro entregando Isaura ao seu senhor, acaba por não ganhar nada.
    Belchior é o símbolo da estupidez submissa e também sua descrição física se presta a demonstrar sua conduta: feio, cabeludo, atarracado e corcunda. O crítico Manuel Cavalcanti Proença aponta "o parentesco entre o disforme e grotesco, Belchior é o Quasímodo de O Corcunda de Notre Dame, de Víctor Hugo, romance de extraordinária voga, ainda não de todo perdida, no Brasil."
  • Dr. Geraldo Advogado conceituoso, é o ponto de equilíbrio para Álvaro ponderar suas atitudes em relação á condição de Isaura como escrava.
  • Malvina, esposa de Leôncio, jovem rica e ingênua, que fica com o tempo barbarizada com o comportamento do marido, com o tempo vai tendo ódio de seu comportamento, depois da misteriosa morte de Leôncio se casa com dr. Geraldo.
  • Branca, u ma jovem rica, ela é irmã de Geraldo, gosta muito de Álvaro mas não se conforma em Álvaro se apaixonar por um escrava. Mas com sua chegada à Campos, ela e Leôncio se tornam cumplices, e fazem planos para separar Isaura de Álvaro.
  • Rosa, b Bonita e ousada, nascida na senzala de Leôncio, descobre que é filha de um Coronel que, por coincidência, é pai de Malvina, se engraçou com sua mãe antes dela nascer. Sabendo disso, sua esposa manda quebrar todos os dentes da escrava e matar Rosa, mas a escrava grávida foge para a Fazenda de Leôncio.
    Poucos anos depois de Rosa nascer, sua mãe morre, mas Rosa cresce até se tornar uma mocinha. Logo depois que o coronel descobre que Rosa está viva e na fazenda de Leôncio, ele a compra por muito dinheiro, e então a assume como filha.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Lucíola e Senhora

O livro Lucíola, de José de Alencar, é narrado através de Paulo, personagem que se torna narrador para contar à Sr.ª G.M. o romance que viveu com uma cortesã chamada Lúcia. Em 1855, Paulo chega ao Rio de Janeiro e vê pela primeira vez Lúcia. Sem conhecer sua verdadeira vida, apaixona-se à primeira vista, pois enxerga nela uma encantadora menina. Essa impressão desfaz-se na Festa da Glória, onde Sá, representante dos valores e preconceitos da sociedade, a apresenta como uma mulher bonita e não como uma senhora. A partir de então, Paulo começa a visitar Lúcia em sua casa.
Na segunda visita, Paulo deixa de lado o tratamento cortês que até então fizera a Lúcia, agarra-a e acontece o primeiro contato físico. No dia seguinte, há uma festa na casa de Sá onde, além de Paulo e Lúcia, são convidados também homens boêmios, como Sr. Cunha, Rochinha, Sr. Couto e outras três prostitutas, entre elas Nina. Nessa festa, a cortesã exibe-se nua diante de todos. Paulo num primeiro momento teve uma repulsão por toda aquela cena. Porém, mostra-se piedoso e compreensivo e os dois tem uma noite na mata. Esse é o ponto que marca o início da transformação de Lúcia. 
Para Lúcia, Paulo é o caminho para chegar à salvação. Na tentativa de se afastar da sociedade e deixar definitivamente a vida de cortesã para trás, muda-se para uma casa mais simples no interior junto com sua irmã mais nova, Ana. Nesse momento, não existe mais o amor carnal entre Paulo e Lúcia. Há um amor espiritual – Lúcia chega até a fingir que estava doente para não mais haver contato. É nesse momento que conta o verdadeiro motivo que a levou à vida de cortesã – seu primeiro cliente foi Couto, pois sua família estava com febre amarela e sem recursos financeiros para o tratamento. Revela também que seu verdadeiro nome é Maria da Glória. Lúcia era uma antiga amiga dela que morreu e que tomou emprestado seu nome; sua família achava que estava morta.
A redenção de Lúcia culmina com a descoberta de sua gravidez e não aceitação dela. Mesmo com o melhor parteiro afirmando que a criança em seu ventre estaria viva, Lúcia acredita que seu corpo é sujo e morto, e por isso não é capaz de gerar um filho. Morre, grávida. Paulo, atendendo a um pedido seu, cuida de Ana até que ela se case.
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A obra Senhora, de José de Alencar é dividida em quatro partes. A primeira delas, nomeada de “O preço do casamento”, começa descrevendo uma jovem moça chamada Aurélia, rica e frequentadora de bailes da alta sociedade. Aurélia, sendo órfã e recebedora de uma grande fortuna, estava sempre acompanhada de sua parenta D. Firmina e acreditava que todos só se interessavam por ela por causa de sua beleza e do seu dinheiro. Em um baile de costume, Aurélia começou a se questionar sobre sua educação e seu destino. Escreveu uma carta ao Sr. Lemos dando-lhe a missão de arrumar seu casamento com o atual noivo de Adelaide Amaral, o Fernando Seixas. Seixas era pertencente a uma família de situação pouco favorável e pretendia arrumar um casamento com uma moça rica para oferecer melhores condições para sua mãe e suas irmãs, e também para seus luxos. Lemos faz a proposta de casamento a Seixas, que mesmo sem conhecer a noiva, recebe um adiantamento do alto dote e aceita o compromisso. Quando foi apresentado à Aurélia, Seixas sente uma profunda humilhação, pois em tempos passados tinha rompido um noivado com ela para ficar noivo de Adelaide, que era mais rica. Na noite de núpcias, Aurélia chama seu então marido de homem vendido.
Na segunda parte, chamada “Quitação”, é contada a história de Aurélia. D. Emília era sua mãe e Pedro Camargo, seu pai. Pedro era filho bastardo de um rico fazendeiro e casou-se com Emília sem conhecimento de seu pai. Anos depois, acaba morrendo e seu pai não conhece sua neta. D. Emília fica em má situação para criar sua filha. Nesse momento, Seixas se elege como pretendente de Aurélia e assume o compromisso de se casar com ela. Porém, se arrepende por ter se apaixonado por uma moça pobre e órfã e assume compromisso com Adelaide, moça rica na sociedade. Perto de falecer, o avô de Aurélia a procura e deixa para ela toda sua fortuna. Após a morte de sua mãe, Aurélia tem como tutor Sr. Lemos, seu tio, e como acompanhante, D. Firmina.
A terceira parte tem como título “Posse” e descreve a rotina de Aurélia e Fernando enquanto casal. Eles vivem uma vida de aparência; desfilam de mãos dadas, trocam carinhos e gentilezas diante de bailes ou de amigos. Mas quando estão sozinhos, trocam palavras ferinas e acusações. Fernando se vê como um escravo de Aurélia, tendo ela como sua dona e a obedece em todos os seus desejos.
Na quarta e última parte, “Resgate”, temos os principais acontecimentos da trama. Os desejos não realizados de Aurélia e Fernando são passados pelo autor com muito erotismo. Porém, por orgulho, Fernando e Aurélia não se deixam envolver. Podemos notar nessa parte a visível transformação de Fernando que passa a recusar o luxo que tanto já desejara. Fernando passa então a trabalhar dedicadamente e faz um negócio importante, em que arrecada um valor e devolve para Aurélia todo o dinheiro do dote. Ele então pede o divórcio. Comprovada a mudança de Fernando, Aurélia lhe mostra o seu testamento escrito no dia do casamento, onde é deixada para Fernando toda sua fortuna e é declarado o seu amor por ele. O casamento então se consuma e os dois se tornam um casal de amantes.

Tag Questions

Uso - freqüentemente usado em Inglês falado quando você quer assim para concordar ou discordar

He is a doctor, isn't he? (Ele é um médico, não é?)
Quando a 1 Parte da frase for afirmativa, a segunda parte será negativa.
He isn't a doctor, is he? (Ele não é um médico, é?)
Quando a 1 Parte da frase for negativa, a segunda parte será afirmativa.
  • Quando a primeira frase é imperativa, utilizamos o auxiliar will para que ela fique mais formal:

Open the window, will you? Abra a janela, você pode?
  • Para que a frase fique ainda mais formal, utilizamos o would:

Close the door, would you? Feche a porta, você poderia?
  • Pode-se utilizar também o please e o ok, para uma forma mais coloquial. Nestes casos, mesmo que a primeira frase seja positiva, utilizamos o auxiliar positivo.

Bring me some water, please? Traga-me um pouco de água, por favor?
Stop talking, ok? Pare de falar, ok?
  • Quando usamos o let's, o auxiliar da questiong tag será o shall we.

Let's dance, shall we? Vamos dançar, vamos?
  • Quando temos dois auxiliares numa mesma frase, utilizamos na question tag apenas o primeiro.

You have been studying all morning, haven't you? Você esteve estudando a manhã inteira, não esteve?

Pronomes Reflexivos


Pronome Pessoal - Personal PronounsPronome Reflexivo - Reflexive Pronoun
I (eu)myself (a mim mesmo, -me)
you (tu, você)yourself [a ti, a você mesmo(a), -te,-se]
he (ele)himself (a si, a ele mesmo, -se)
she (ela)herself (a si, a ela mesma, -se)
it [ele, ela (neutro)]itself [a si mesmo(a), -se]
we (nós)ourselves [a nós mesmos(as), -nos]
you (vocês, vós)yourselves (a vós, a vocês mesmos(as), -vos,-se)
they (eles, elas)themselves (a si, a eles mesmos, a elas mesmas, -se)

O Pronome Reflexivo (Reflexive Pronoun) usado em função reflexiva indica que a ação do verbo recai sobre o próprio sujeito que a praticou. Desse modo, o pronome vem imediatamente após o verbo e concorda com o sujeito.

He hurt himself last week. (Ele se machucou na semana passada.)
Jane killed herself. (Jane se matou.)
Take care of yourself! (Cuide-se!)

1. O Pronome Reflexivo (Reflexive Pronoun), em Inglês, também é empregado para dar ênfase à pessoa que pratica a ação:
Jorge wrote the letter himself. (O próprio Jorge escreveu a carta.)
I will do my homework myself.(Eu própria/mesma farei minha lição de casa.)
They raised the children themselves. (Eles próprios criaram os filhos.)


2. Os Pronomes Reflexivos (Reflexive Pronouns) podem ser precedidos pela preposição by. Nesse caso, os reflexivos (reflexives) têm o sentido de sozinho(a), sozinhos(as) (alone). Algumas vezes, a palavra allé colocada antes de by, servindo então como enfatizante. Observe os exemplos abaixo:
She was waiting for her husband by herself. (Ela estava esperando sozinha pelo seu marido.)
She was waiting for her husband (all) by herself. [Ela estava esperando (completamente) sozinha pelo seu marido.]
Did you go to the park by yourself? (Você foi ao parque sozinho?)
Sometimes Richard prefers to be by himself.            
(Às vezes Ricardo prefere ficar/estar sozinho.)