terça-feira, 26 de agosto de 2014

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Brás Cubas é um homem rico e solteiro que, depois de morto, resolve se dedicar à tarefa de narrar sua própria vida. Dessa perspectiva, emite opiniões sem se preocupar com o julgamento que os vivos podem fazer dele. De sua infância, registra apenas o contato com um colega de escola, Quincas Borba, e o comportamento de menino endiabrado, que o fazia maltratar o escravo Prudêncio e atrapalhar os amores adúlteros de uma amiga da família, D. Eusébia. Da juventude, resgata o envolvimento com uma prostituta de luxo, Marcela.  
Depois de retornar de uma temporada de estudos na Europa, vive uma existência de moço rico, despreocupado e fútil. Conhece a filha de D. Eusébia, Eugênia, e a despreza por ser manca. Envolve-se com Virgília, uma namorada da juventude, agora casada com o político Lobo Neves. O adultério dura muitos anos e se desfaz de maneira fria. Brás ainda se aproxima de Nhã Loló, parenta de seu cunhado Cotrim, mas a morte da moça interrompe o projeto de casamento.  
Desse ponto até o fim da vida, Brás se dedica à carreira política, que exerce sem talento, e a ações beneficentes, que pratica sem nenhuma paixão. O balanço final, tão melancólico quanto a própria existência, arremata a narrativa de forma pessimista: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”.

Memórias de um Sargento de Milícias

A narrativa, que se apresenta como uma sucessão de aventuras do jovem Leonardo, tem início antes mesmo de seu nascimento, relatando o primeiro contato entre seus pais, Maria da Hortaliça e Leonardo Pataca, no navio que os traz de Portugal para o Brasil. Ambos trocam “uma pisadela” e um “beliscão” como sinais de interesse mútuo e passam a namorar. Maria da Hortaliça abandona o marido e retorna para a terra natal. Pataca, por sua vez, recusa-se a criar o filho, deixando-o com o padrinho, o Barbeiro, que passa a dedicar ao menino cuidados de pai.  
Pataca se envolve com uma cigana, que também o abandona. Para tentar recuperá-la, recorre à feitiçaria, prática proibida na época. Flagrado pelo Major Vidigal, conhecido e temido representante da lei, vai para a prisão, sendo solto em seguida.
Enquanto isso, seu filho Leonardo, pouco afeito aos estudos, convence o padrinho a permitir que ele frequente a Igreja na condição de coroinha. O Barbeiro vê ali uma oportunidade para dar um futuro ao afilhado. No entanto, Leonardo continua aprontando das suas e acaba expulso. Conhece o amor na figura de Luisinha, uma rica herdeira, mas sua aproximação é interrompida pela ação do interesseiro José Manuel, que conquista e casa com a moça. 
O Barbeiro morre e deixa uma herança para o afilhado. Leonardo volta a viver com o pai, mas foge após um desentendimento. Envolve-se com a mulata Vidinha e passa a sofrer as perseguições do Major Vidigal, caçador dos ociosos do Rio de Janeiro. Para não ser preso, é forçado a se alistar.  
A experiência militar não é menos problemática: continua a participar de arruaças e desobedece seguidamente o Major. Por isso, acaba preso. Consegue a liberdade graças à ação de uma ex-namorada de Vidigal, Maria Regalada, que lhe promete, em troca, a retomada do antigo afeto. Leonardo não só é solto, como é promovido a sargento da tropa regular. Reencontra-se com Luisinha, então recém-viúva, e os dois reatam o namoro. Ainda com a ajuda do Major Vidigal, Leonardo se torna sargento de milícias e obtém permissão para se casar. 

Missa do Galo

O conto Missa do Galo de Machado de Assis tem foco narrativo em primeira pessoa, o narrador também é personagem. É um conto retrospectivo, pois o sr. Nogueira já adulto, relata um acontecimento do passado. 

O enredo se desenvolve quando seu Nogueira tem dezessete anos e mora na casa do escrivão Meneses, para estudar. Naquele ano, prolongou sua estada na Corte (Rio de Janeiro) a fim de assistir à Missa do Galo, apesar das férias já terem iniciado. 
O escrivão Meneses, mesmo casado dom dona Conceição, uma santa, segundo o narrador, mantinha um caso extraconjugal com uma mulher separada do marido. Na casa todos sabiam, inclusive sua esposa. Uma vez por semana, Meneses encontrava-se com a amante. À noite de Natal foi uma dessas ocasiões. O adultério declarado do marido de Conceição propicia condições para que ela própria deseje também prevaricar. 
Assim acontece o encontro premeditado por ela, ao que tudo indica, com o jovem Nogueira, enquanto este, em casa, esperava a hora da Missa do Galo. Ele por ingenuidade e inexperiência, não chega a captar exatamente as intenções da pacata mas traída Conceição. 
Ela, por sua roupa, seus gestos, suas atitudes, seu andar, suas frases ambíguas parece disposta a seduzir o estudante ingênuo. No entanto, nenhum envolvimento explícito acontece com eles. Nogueira conta no final que, no ano seguinte, o escrivão Meneses morre de apoplexia. Quanto à Conceição, casou-se novamente logo depois com o escrevente do juramento do marido.

O primo Basílio

Este romance é uma sátira moralizadora dos costumes da burguesia média de Lisboa.
Passado em Lisboa, nesta obra conta-se a história de uma casal – Luisa e Jorge – que vive pacatamente. A acção começa quando Jorge tem que viajar para o Alentejo por motivos profissionais. Durante a ausência do marido, Luisa é inesperadamente surpreendida pela visita de Basílio, seu primo e amigo de infância com quem havia trocado algumas cartas de cariz romântico. Seduzida por este, Luisa acaba por cair em adultério.
Mas, Luisa tinha uma criada, Juliana, que, rancorosa e mesquinha, ao descobrir o segredo dos dois amantes através de uma carta destes, faz chantagem, obrigando a ama a servi-la como se fosse ela a dona da casa, e exigindo pelo seu silêncio uma quantia exorbitante. A pobre senhora sujeitou-se a todas as humilhações mas não tinha tanto dinheiro. Pediu-o a Basílio, mas este, já entediado das relações com Luisa e também sem dinheiro, regressa apressadamente para França.
Com a chegada do marido, a situação complicou-se ainda mais. Luisa começa a ficar doente, abatida e sem apetite, facto que preocupa e indigna Jorge.
Luisa, já desesperada, numa tentativa de solucionar o problema, conta tudo a Sebastião, um amigo de Jorge que, com a ajuda de um polícia seu conhecido, consegue tirar a carta das mãos da criada. Esta, assustada pela inesperada interpelação, sofre um ataque cardíaco e morre. O sucedido, enche de alegria Luisa, que julga ver acabados os seus tormentos.
Mas o destino não quis que assim fosse. Basílio tinha recebido em França uma carta de Luisa a pedir-lhe dinheiro, mais uma vez, à qual decide responder muito tempo depois de a ter recebido. Nela promete enviar a quantia necessária para calar a criada. Todavia, esta carta acaba por ser lida por Jorge que, naturalmente, exige explicações à esposa.
Vendo-se desmascarada, Luisa adoece e não resiste à morte.
Após a sua morte, Jorge abandona a casa onde haviam vivido.
Algum tempo depois, Basílio volta a Lisboa e procura a prima. Ao ver a casa fechada, é informado que esta falecera. Basílio responde com uma indiferença impiedosa à notícia.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Fisica - parte 2 - 3° bim

Leis da Reflexão

A 1° lei da reflexão: O raio incidente (RI) à normal e o raio refletido são cooplanares, ou seja, estão no mesmo plano. 
A 2º lei da refração: O ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão (r = i) 

A imagem formada por um espelho plano é determinada através do prolongamento dos raios refletidos.

A imagem formada pode ser real ou imaginária. Se o objeto for real, a imagem é virtual; e se o objeto for virtual, a imagem é real.

Imagem de um ponto

- Ponto imagem: ponto definido peã interseção de raios emergentes do espelho.

-Ponto objeto: interseção de raios incidentes sobre o espelho.

*Ponto real - interseção efetiva de raios luminosos.
*Ponto virtual - interseção de prolongamentos de raios luminosos.

Imagem de um objeto extenso - a imagem refletida não se superpõe ao objeto. O objeto e a imagem no espelho são figuras contrárias.

Translação de um espelho plano  - D=2d / vi= 2ve

Rotação de um espelho plano -  ∆= 2alfa

Imagem entre o objeto e um espelho plano

N = 360°/alfa -1

Fisica 3° bimestre - 1ª parte

Conceitos básicos
Raios de luz
São a representação geométrica da trajetória da luz, indicando sua direção e o sentido da sua propagação. Por exemplo, em uma fonte puntiforme são emitidos infinitos raios de luz, embora apenas alguns deles cheguem a um observador.
Representa-se um raio de luz por um segmento de reta orientado no sentido da propagação.
Feixe de luz
É um conjunto de infinitos raios de luz; um feixe luminoso pode ser:
  • Cônico convergente: os raios de luz convergem para um ponto;
  • Cônico divergente: os raios de luz divergem a partir de um ponto;
  • Cilíndrico paralelo: os raios de luz são paralelos entre si.



Meios de propagação da luz
Os diferentes meios materiais comportam-se de forma diferente ao serem atravessados pelos raios de luz, por isso são classificados em:

  • Meio transparente

É um meio óptico que permite a propagação regular da luz, ou seja, o observador vê um objeto com nitidez através do meio. Exemplos: ar, vidro comum, papel celofane, etc...
  • Meio translúcido

É um meio óptico que permite apenas uma propagação irregular da luz, ou seja, o observador vê o objeto através do meio, mas sem nitidez. 
  • Meio opaco 

É um meio óptico que não permite que a luz se propague, ou seja, não é possivel ver um objeto através do meio.

Fenômenos Ópticos 
Reflexão Regular

Quando um feixe de raios paralelos incide sobre uma superfície polida, propagando-se no meio 1, este retorna para o meio (1) sem perder o paralelismo.

Reflexão regular da luz
Reflexão Difusa
O feixe de raios paralelos provenientes do meio (1) atinge a superfície de separação com o meio (2) perdendo seu paralelismo e sendo espalhado em todas as direções.


Reflexão difusa da luz

Refração

A luz, proveniente do meio (1), atravessa a superfície de separação entre os dois meios e passa a se propagar no meio (2), sendo a luz, em geral, desviada, assumindo uma direção bem diferente da direção de propagação no meio (1).
 

Refração da Luz

Absorção

A luz proveniente do meio (1) atinge o meio (2), porém, não retorna ao meio de propagação inicial e nem passa a se propagar no meio (2). Essa luz, por se tratar de energia, é absorvida pele superfície.
 

Absorção da luz
Princípio da independência dos raios de luz
 Quando os raios de luz se cruzam, estes seguem independentemente, cada um a sua trajetória.

Princípio da propagação retilínea da luz
 Todo o raio de luz percorre trajetórias retilíneas em meios transparentes e homogêneos.

Sombra e penúmbra
Quando um corpo opaco é colocado entre uma fonte de luz e um anteparo é possível delimitar regiões de sombra e penúmbra. A sombra é a região do espaço que não recebe luz direta da fonte. Penúmbra é a região do espaço que recebe apenas parte da luz direta da fonte, sendo encontrada apenas quando o corpo opaco é posto sob influência de uma fonte extensa. Ou seja:

  • Fonte de luz puntiforme
  • Fonte de luz extensa


Câmara escura de orifício

Uma câmara escura de orifício consiste em um equipamento formado por uma caixa de paredes totalmente opacas, sendo que no meio de uma das faces existe um pequeno orifício.
Ao colocar-se um objeto, de tamanho o, de frente para o orifício, a uma distância p, nota-se que uma imagem refletida, de tamanho i, aparece na face oposta da caixa, a uma distância p', mas de foma invertida. Conforme ilustra a figura:
Desta forma, a partir de uma semelhança geométrica pode-se expressar a seguinta equação
                                m/n = a/b   
p=a   p'=b   o=m   i=n

Sendo esta conhecida como a Equação da câmara escura.











sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Missa do galo

O conto Missa do Galo de Machado de Assis tem foco narrativo em primeira pessoa, o narrador também é personagem. è um conto retrospectivo, pois o sr,. Nogueira já adulto, relata um acontecimento do passado. O enredo se desenvolve quando seu Nogueira tem dezessete anos e mora na casa do escrivão Meneses, para estudar. Naquele ano, prolongou sua estada na Corte (Rio de Janeiro) a fim de assistir à Missa do Galo, apesar das férias já terem iniciado. O escrivão Meneses, mesmo casado dom dona Conceição, uma santa, segundo o narrador, mantinha um caso extraconjugal com uma mulher separada do marido. Na casa todos sabiam, inclusive sua esposa. Uma vez por semana, Meneses encontrava-se com a amante. À noite de Natal foi uma dessas ocasiões. O adultério declarado do marido de Conceição propicia condições para que ela própria deseje também prevaricar. 
Assim acontece o encontro premeditado por ela, ao que tudo indica, com o jovem Nogueira, enquanto este, em casa, esperava a hora da Missa do Galo. Ele por ingenuidade e inexperiência, não chega a captar exatamente as intenções da pacata mas traída Conceição. Ela, por sua roupa, seus gestos, suas atitudes, seu andar, suas frases ambíguas parece disposta a seduzir o estudante ingênuo. No entanto, nenhum envolvimento explícito acontece com eles. Nogueira conta no final que, no ano seguinte, o escrivão Meneses morre de apoplexia. Quanto à Conceição, casou-se novamente logo depois com o escrevente juramentado do marido.

Memórias de um Sargento de Milícias

De Manuel Antônio de Almeida, é uma obra que, apesar de ser considerada integrante do movimento romântico, graças ao empenho incessante dos críticos em classificar rigidamente as produções literárias em estilos –Romantismo, realismo e outros mais -, destoa nitidamente das características desta escola.

O único ponto em comum entre este livro e os de seus contemporâneos é que ele também foi, inicialmente, publicado em capítulos em um periódico, o carioca Correio Mercantil, configurando, assim, um folhetim, editado toda semana neste veículo, entre junho de 1852 e julho de 1853, sem a assinatura do escritor. Ele só foi lançado no formato literário em 1854 – primeiro volume – e em 1855 – o segundo volume, subscrito como ‘um brasileiro’. O nome do escritor só foi creditado na terceira edição, quando ele já tinha falecido.

Por constituir uma obra à parte, considerada desrespeitosa e irregular pelos críticos conservadores, que não sabiam como lidar com as produções que não se enquadravam em suas categorias literárias, ela foi durante muito tempo relegada às sombras, sendo redescoberta a partir dos anos 20. Suas características, que até então provocavam desprezo entre os especialistas, a converteram em um dos livros mais carismáticos de toda a produção brasileira do século XIX.

Para conquistar a atenção do leitor, o autor criou uma narrativa que lembra muito as notícias de um jornal, composta com o discurso do povo, típico das camadas baixas e médias, exposto em capítulos concisos e de certa forma autônomos, cada um deles representando, normalmente, um evento integral. O enredo é intrincado, tecido por tramas sucessivas que somente em alguns momentos interagem entre si.

Leonardo é o protagonista desta história, o típico malandro carioca, concebido durante uma travessia marítima que conduz seus pais de Portugal ao Brasil. Desde criança ele revela seu mau gênio e antevê os desafios com os quais irá se deparar em sua existência. Rejeitado pelos pais, só lhe resta o amparo do padrinho, proprietário de uma barbearia. A forma ilícita como este profissional conquistou seu capital simboliza o famoso ‘jeitinho brasileiro’, já comum na vida social deste período.

Os feitos de Leonardo o levam incessantemente a dificuldades das quais ele se livra por meio da intervenção de seus amigos. Ele configura um personagem plano, que não se modifica em momento algum, ou seja, seus traços elementares são preservados o tempo todo. O herói mantém, assim, seu jeito malandro de ser até o final. Outras figuras do livro são consideradas alegóricas, algumas nem mesmo são nomeadas, pois apenas representam determinadas categorias.

Leonardo não conduz a narrativa, a qual é tecida por um narrador onisciente na terceira pessoa. A expressão ‘memórias’ mencionada no título se refere, portanto, ao passado, resgatado através das aventuras e desventuras de Leonardo. Duas diretrizes guiam este relato, a ordem, simbolizada pelo Major Vidigal, e a desordem, característica principal do protagonista. A vivência de uma meninice que conheceu de perto a pobreza contribui para que Manuel Antônio construa habilmente esta história, bem como cada um de seus personagens.

Primo Basilio

Luisa é casada com Jorge, que trabalhava muito e consequentemente ficava muito tempo fora de casa. Ela ficava muito sozinha e entediada com toda essa falta do marido.
Na casa moravam duas empregadas e uma delas era Juliana, uma das personagens mais fortes, pois era discriminada.
Luisa tinha um amor de infância, seu primo Basílio que do nada, aparece na porta de seu apartamento. E ela, fragilizada e só, volta a sentir tudo que sentia quando jovem. Depois desse aparecimento, Basílio sempre a visitava. E a empregada Juliana, sempre os observava, estava sempre de olho em todos os passos dos dois.

Os primos sempre trocavam cartas, e Luisa, depois de lê-las, as jogava no lixo para seu marido Jorge não ver. Mas um certo dia, a empregada Juliana tirou o lixo do quarto de Luisa e viu as cartas e, ela que de boba nao tem nada, as guardou para xantagear Luisa, e ser alguem na vida.
Conseguiu xantagea-la, e quem fazia os serviços da casa era Luisa e não Juliana.

Os encontros entre os primos não pararam. Basílio, certo dia, convidou Luisa para ir ao paraíso ( ela, como mulher romantica imaginou um lugar maravilhoso) mas era um lugar sujo, barulhento, e ao chegar lá, seu primo a tratou mal. (Ela não entendeu porque estava ali e/ou porque ele estava tratando-a mal). - Nesse trecho o livro demonstra a degradação de Luisa -> se você esta traindo seu marido, olhe onde você vai parar -.

Luisa precisa se desfazer das xantagens de Juliana, e para isso pede ajuda ao seu amigo que é policial. Ele resolve ajudar e vai a casa dela. Chegando lá, diz a empregada que ela tem que devolver ou sera presa. Juliana ficou tao nervosa que acabou morrendo.

Depois de tudo, Basílio diz pra Luisa que ele não pode ficar mais em Portugal e que precisa voltar pra Paris. Ela fica querendo ir junto mas ele diz que vai mandar dinheiro pra ela ir depois (Mentira, porque ele não manda e ainda some. Para de responder as cartas, esquece Luísa.)
Com a ausência de Basílio, e seu "desaparecimento " Luisa fica doente e quem cuida dela é Jorge. Um certo dia, Basílio responde as cartas de Luísa e quem a recebe é Jorge. E então ele descobre sofre a traição, ele fica muito chateado com Luisa, que acaba morrendo.

Alguns meses depois Basílio retorna a Portugal e procura por Luisa e fica sabendo que ela esta morta. Ele lamenta e diz que poderia ter trazido sua amante francesa.
Ninguém entende e ele então explica que Luisa era apenas uma necessidade fisiológica.

Iracema

A obra conta a história de amor vivida por Martin, um português, e Iracema uma índia tabajara. Eles apaixonaram-se quase que à primeira vista. Devido a diferença étnica, por Iracema ser filha do pajé da tribo e por Irapuã gostar dela, a única solução para ficarem juntos, é a fuga. Ajudados por Poti, Iracema e Martim, fogem do campo dos tabajaras, e passam a morar na tribo de Poti (Pitiguara). Isso faz com que Iracema sofra, mas seu amor por Martim é tão mais forte, que logo ela se acostuma, ou pelo menos, não deixa transparecer. A fuga de Iracema faz com que uma nova batalha seja travada entre os tabajaras e os potiguaras. Pois Arapuã quer se vingar de Martin, que "roubou" Iracema, mas Martim é amigo de Poti, índio pitiguara, que irá protegê-lo. 
Além disso, a tribo tabajara alia-se com os franceses que lutam contra os portugueses, que são aliados dos pitiguaras, pela posse do território brasileiro. Com o passar do tempo, Martim começa a sentir falta das pessoas que deixou em sua pátria, e acaba distanciando-se de Iracema. Esta, por sua vez, já grávida, sofre muito percebendo a tristeza do amado. Sabendo que é o motivo do sofrimento de Martim, ela resolve morrer depois que der à luz ao filho. Sabendo da ausência de Martim, Caubí, irmão de Iracema, vai visitá-la e dia que já a perdoou por ter fugido e dado às costas à sua tribo. Acaba conhecendo o sobrinho, e promete fazer visitas regulares aos dois. 
Conta que Araquém, pai de Iracema, está muito velho e mal de saúde, devido à fuga de Iracema. Justo no período que Martim não está na aldeia, Iracema dá luz ao filho, ao qual dá o nome de Moacir. Sofrendo muito, não se alimentando, e por ter dado à luz recentemente, Iracema não suporta mais viver e acaba morrendo logo após entregar o filho à Martim. Iracema é enterrada ao pé de um coqueiro, na borda de um rio, o qual mais tarde seria batizado de Ceará, e que daria também nome à região banhada por este rio. Ao meio desta bela história de amor, estão os conflitos tribais, intensificados pela intervenção dos brancos, peocupados apenas em conquistar mais territórios e dominar os indígenas. 

Personagens:
Iracema: cabelos negros e longos, era a virgem dos lábios de mel;
Martim Soares Moreno: guerreiro branco que representa o colonizador europeu, era amigo dos pitiguaras, habitantes do litoral, adversários dos Tabajaras. Os pitiguaras lhe deram o nome de Coatiabo;
Moacir: filho de Iracema representa no livro o primeiro brasileiro;
Araquém: o feiticeiro da tribo Tabajara e pai de Iracema;
Caubi: irmão de Iracema;
Poti: índio Pitiguara, que se considerava irmão de Martim;
Batuirité: avô de Poti;
Jacaúna: irmão de Poti;
Irapuã: chefe dos Tabajaras; apaixonado por Iracema;

Escrava Isaura

A história se passa nos primeiros anos do reinado de D.Pedro II, nos Campos de Goitacases, à margem do Paraíba, no Rio de Janeiro. Malvina é moça rica e senhora da casa, onde mora Isaura, a escrava, bela e jovem, de propriedade da sogra, fazendeira abastada que, antes de morrer, pede à nora para olhar e libertar sua escrava predileta, educada e tratada como filha pela velha senhora, mãe de dois rapazes, Leôncio e Henrique.
Malvina é casada com Leôncio, proprietário da fazenda, onde o casal vive. A jovem esposa havia sido prometida a Leôncio por acordo dos pais e o moço, um perdulário, esbanja a fortuna paterna. O sogro de Malvina, um comendador devasso e agressivo voltou os olhos para a mãe de Isaura, Juliana. Esta se apaixona pelo feitor da fazenda, Miguel, e desse encontro nasce Isaura. Enfurecido com o comportamento da moça, o comendador a submete a tamanhos maus tratos que a escrava falece, deixando a filha, educada pela patroa solitária.
Destino semelhante parece estar reservado a Isaura. Leôncio passa a perseguir a moça, cortejando-a para seduzi-la. Tal ousadia provoca ciúmes na ex-amante, a escrava, Rosa, que faz insinuações sobre o comportamento de Isaura para Malvina, tentando despertar ciúmes na patroa. No início Malvina resiste, porém acaba por acreditar em Rosa e Isaura é levada para a senzala, juntando-se às demais escravas. Dessa forma, fica mais próxima das atrocidades do patrão rejeitado.
Miguel, o pai de Isaura, resolve vir em socorro da filha, pois conseguira juntar os dez contos de réis, exigidos, na época, pelo comendador para a libertação da moça. Mas Leôncio se nega a entregar-lhe a filha, forçando-o a criar um plano de fuga para os dois. Fogem em um navio negreiro para o Recife, onde conseguem alugar uma chácara, afastada do grande centro. Vivem discretamente até que um jovem estudante de Direito, Álvaro, um liberal republicano, quase socialista e abolicionista exaltado, ouve Isaura cantando. Descobre a bela moça, que diz chamar-se Elvira e o pai, Anselmo. O rico rapaz, órfão, dono de uma fortuna de dois mil contos de reis, nem desconfia que a jovem, com uma pinta negra, no rosto, é uma escrava e apaixona-se perdidamente por ela.
Pai e filha são convidados por Álvaro para um baile e temerosos de levantarem suspeitas decidem ir à festa. Isaura está decidida a contar a verdade, mas diante de conflituosas considerações, desiste do intento. Na festa, todos só têm olhos para a bela acompanhante de Álvaro, mas Martinho, um dos convidados, soube, através de anúncio, impresso num jornal do Rio de Janeiro, da fuga de uma escrava e seu pai e daria recompensa de cinco mil contos de réis a ser paga a quem descobrir o paradeiro dos fugitivos. Imediatamente, relaciona pai e filha com os do anúncio e corre à polícia para dar queixa, retornando à festa para desmascarar ambos. A prova de que a moça é a escrava fugitiva é um sinal de queimadura que traz acima do seio.
Álvaro chama Martinho para um lado e, conhecendo o caráter do rapaz, oferece-lhe o dobro da recompensa para que desista da ideia e, diante de todos, afirme ter se enganado. Ele assim o faz. Entretanto, não abandona a ideia da captura. Escreve a Leôncio, dizendo que encontrou a escrava, mas o fazendeiro vingativo decide vir recapturá-la, enfrentando Álvaro que sai perdedor na contenda. Leôncio leva Isaura e o pai e, Martinho perde os dez mil contos de réis, enquanto Álvaro fica entregue ao desencanto.
O fazendeiro resolve se reconciliar com a esposa, por interesse monetário, pois sua fortuna vai mal e só Malvina pode salvá-lo da bancarrota. Afirma que dará liberdade à Isaura, conforme o desejo da mãe, desde que a escrava se case com o horrendo jardineiro anão, Belchior. Pretende deixar Miguel sob seu jugo, enquanto aguarda dias melhores para se aproximar de escrava, ao mesmo tempo em que satisfaz o desejo da esposa.
No dia do casamento, chegam senhores à porta e, Leôncio, certo de que se trata do juiz de paz, pede que chamem Malvina, Isaura, Miguel e Belchior para dar início à cerimônia. Surpreendentemente, é Álvaro quem se apresenta e comunica que tudo o que pertence a Leôncio passou às suas mãos, visto ter comprado todas suas dívidas. Portanto, Isaura, também, não é mais sua escrava. Oferece o braço à amada que clama perdão para os patrões. Leôncio, cego de ódio, diz que jamais viverá da clemência de Álvaro e, rapidamente, vai para o quarto ao lado de onde se ouve um tiro. Malvina, aterrorizada, cai; Leôncio estourou o crânio com um tiro de pistola.

Personagens:
  • Isaura, a heroína escrava, é branca, linda, pura, virginal e possui um caráter nobre e demonstra "conhecer o seu lugar": do princípio ao fim, suporta conformada a perseguição de Leôncio, as propostas de Henrique, as desconfianças de Malvina, sem jamais se revoltar. Permanece emocionalmente escrava, mesmo tendo sido educada como uma dama da sociedade. Tem escrúpulos de passar por branca livre, acha-se indigna do amor de Álvaro e termina como a própria imagem da "virtude recompensada".
  • Leôncio, vilão da trama. Filho único do comendador Almeida, o dono da fazenda situada em Campos dos Goitacases (RJ), é uma criança difícil, que cresce e se torna um homem inescrupuloso. Casa-se com a rica Malvina, mais é incansável na perseguição a Isaura.
  • Tomásia é a condessa de Campos, rica e bonita, uma das maiores inimigas de Leôncio, devido as maldades que este praticou contra ela. Antes de se tornar condessa ela era uma camponesa simples, mas depois de rica, se torna uma mulher poderosa que faz de tudo para se vingar de Leôncio.
  • Álvaro, o bom moço da história. Conhece Isaura quando esta foge com o pai para Recife. Tornam-se amigos e em pouco tempo a amizade dá lugar a um profundo amor. Por princípio, Álvaro é abolicionista e, como prova, emancipa todos os escravos que eram herança da fazenda de seus pais. Apaixonado por Isaura, o grande obstáculo que Álvaro precisa vencer é o fato de Isaura ser propriedade legítima de Leôncio. Para isso, vai à corte, descobre a falência de Leôncio, adquire seus bens e desmascara o vilão. Liberta Isaura e casa-se com ela, desafiando, assim, os preconceitos da sociedade escravagista.
  • Miguel, pai de Isaura, foge do conceito tradicional do mau feitor. Quando feitor da fazenda de Leôncio, tratara bem aos escravos e amparara Juliana, mãe de Isaura, nas suas desditas com o pai de Leôncio. Pai extremoso, deseja libertar a filha do jugo da escravidão e não mede esforços para isso.
  • Martinho é o estereótipo do ganancioso: cabeça grande, cara larga, feições grosseiras e "no fundo de seus olhos pardos e pequeninos reluz constantemente um raio de velhacaria". Por querer ganhar muito dinheiro entregando Isaura ao seu senhor, acaba por não ganhar nada.
    Belchior é o símbolo da estupidez submissa e também sua descrição física se presta a demonstrar sua conduta: feio, cabeludo, atarracado e corcunda. O crítico Manuel Cavalcanti Proença aponta "o parentesco entre o disforme e grotesco, Belchior é o Quasímodo de O Corcunda de Notre Dame, de Víctor Hugo, romance de extraordinária voga, ainda não de todo perdida, no Brasil."
  • Dr. Geraldo Advogado conceituoso, é o ponto de equilíbrio para Álvaro ponderar suas atitudes em relação á condição de Isaura como escrava.
  • Malvina, esposa de Leôncio, jovem rica e ingênua, que fica com o tempo barbarizada com o comportamento do marido, com o tempo vai tendo ódio de seu comportamento, depois da misteriosa morte de Leôncio se casa com dr. Geraldo.
  • Branca, u ma jovem rica, ela é irmã de Geraldo, gosta muito de Álvaro mas não se conforma em Álvaro se apaixonar por um escrava. Mas com sua chegada à Campos, ela e Leôncio se tornam cumplices, e fazem planos para separar Isaura de Álvaro.
  • Rosa, b Bonita e ousada, nascida na senzala de Leôncio, descobre que é filha de um Coronel que, por coincidência, é pai de Malvina, se engraçou com sua mãe antes dela nascer. Sabendo disso, sua esposa manda quebrar todos os dentes da escrava e matar Rosa, mas a escrava grávida foge para a Fazenda de Leôncio.
    Poucos anos depois de Rosa nascer, sua mãe morre, mas Rosa cresce até se tornar uma mocinha. Logo depois que o coronel descobre que Rosa está viva e na fazenda de Leôncio, ele a compra por muito dinheiro, e então a assume como filha.