Joana Josefa Cipitria Barriola nasceu à 31 de maio de
1845, em Andoaim, pequena cidade vasca ao Norte da Espanha.
Joana foi a mais
velha das sete filhas com que Deus abençoou o casal Maria de Jesus Barriola e
João Miguel Cipitria, humilde tecelão.
Quando Joana
Josefa contava mais ou menos sete anos a família mudou-se para Tolosa, uma
cidade maior, à procura de trabalho que lhes desse o suficiente para educar
melhor os filhos.
Em Tolosa, Joana cresceu e chegou à adolescência,
piedosa, trabalhadora, responsável.
O amor bateu à
porta de seu coração na forma de um pedido de casamento que inclusive
solucionaria os apertos econômicos da família. Joana, porém, tinha um
compromisso anterior, desde menina. Expressando-o com estas palavras: "Eu
só para Deus." Seguindo a vontade desse Deus que a chamava para si -
orientada por frei Martin Barriola - Joana deixou a província vasca.
Empregou-se como simples doméstica de uma família rica. O Juiz de Direito, Dr.
José Sabater e esposa, receberam-na como mais uma de suas empregadas. Com essa
família culta, ela cresceu humana e espiritualmente, realizando os pequenos
afazeres domésticos ano após ano, com paciência e fidelidade.
A revolução de 1868, obrigou os Sabater transferirem-se de
Burgos para Valldolid, uma grande cidade na Província de Castela. Joana os
acompanhou.
Em Valladolid seus
caminhos tornam claros. Compreende a vontade de Deus a seu respeito.
Providencialmente
encontra-se com o jesuíta Pe. Miguel Herranz, também em Valladolid, por causa
da revolução. Manifestações de Deus para conduzir Joanita por caminhos só d'Ele
conhecidos.
Joana Josefa
inexperiente e humilde se deposta com o grande mestre da espiritualidade e
professor universitário.
De 1868 à 1875, a Espanha passa por toda espécie de
sistemas políticos e de anarquias. Nesse período Joana é chamada a iniciar sua
obra de educadora.
Um dinâmico anseio de salvar e reconstruir, fizera o pe.
Herranz conceber um grande e ousado projeto: fundar uma obra de 'educação cristã
para mulher'. Para isso teria que procurar mestras, educadoras, gente idealista
e ardorosa.
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Numa manhã fria de
abril de 1869 o Pe. Herranz celebra a Eucaristia. Joana participa, mas não se
conhecem.
À consagração,
entre a elevação da hóstia e a do cálice, o sacerdote tem uma inspiração:
"Esta é a escolhida por mim", parece dizer-lhe o Senhor.
Depois da Eucaristia, Joana se confessa, abre seu
coração: "2 de abril de 1869". Na diminuta igreja do
"Rosarillo" diante do altar dedicado à Sagrada Família, tem a
inspiração: será fundadora de uma Congregação Religiosa dedicada a educar
crianças e jovens.
Saiu da igreja com
o novo nome: "Cândida Maria de Jesus".
Obedecendo ao chamado do Senhor, ela funda a Congregação,
sob o visível amparo e particular proteção de Maria Imaculada.
No dia 8 de
dezembro de 1871, a Congregação Filhas de Jesus, composta por Madre Cândida e
as cinco 1ªs companheiras, começa sua existência na Igreja, na cidade de
Salamanca famosa por seu ambiente culto e por sua universidade.
Para realizar a
obra era preciso construir tudo, desde os alicerces, começando pela instrução
elementar da fundadora.
Durante anos,
continuará Madre Cândida a trabalhar com esforço e humildade para adquirir a
cultura de uma professora de seu tempo.
8 de dezembro de 1873 - Primeiros votos pronunciados por
Madre Cândida e suas companheiras.
4 de janeiro de 1874 - Abertura da 1ª escola da
congregação em Salamanca.
Entre alegrias e tristezas, progressos e retrocessos,
dificuldades financeiras, doenças, morte de algumas irmãs jovens, vai avançando
firme e confiante a Congregação, impulsionada pela fé que faz a Madre repetir:
" Deus é Pai. Não abandona suas filhas".
Escolas florescem
em Castela, Salamanca, Peñeranda...
"Irei ao fim
do mundo em busca de almas."
1901 - Congregação
é aprovada pelo Papa Leão XII.
1902 - As regras e
constituições também recebem a aprovação pontifícia.
1911 - A
congregação de Madre Cândida chega à America do Sul.
1911 - Um ano
antes da morte da fundadora, o Brasil abre suas portas às "Filhas de
Jesus".
Numa 6ª feira, Madre Cândida vai ao encontro definitivo
com o Pai.