segunda-feira, 25 de maio de 2015

Gerúndio x Infinitivo

Quando usamos dois verbos juntos na língua inglesa, nem sempre o segundo aparece no infinitivo. Quem determina a forma que será adotada pelo segundo verbo é o primeiro e, infelizmente, não há nenhuma regra para nos ajudar. 

+ ING  -   DEPOIS DE: ENJOY, FINISH, CONSIDER, MIND, IMAGINE, AVOID, MISS, GIVE UP, GO ON, INVOLVE etc.

  • FINISH READING = terminar de ler
  • ENJOY TRAVELING = gostar de viajar
  • AVOID MISSING = evite perder
  • GO ON STUDYING = continue estudando
  • MISS PLAYING = sentir falta de tocar

DEPOIS DE: PREPOSIÇÕES

  • TO BE SORRY FOR BEING LATE = perdão pelo atraso
  • TO BE AFRAID OF SWIMMING = ter medo de nadar
  • TO BE ASHAMED OF LYING = ter vergonha de mentir
  • BEFORE STARTING = antes de começar
  • AFTER WORKING = depois de trabalhar

+ INFINITIVO - DEPOIS DE: AGREE, PROMISE, REFUSE, DECIDE, SEEM,PRETEND, APPEAR, PLAN, OFFER, ARRANGE, AFFORD, TEND, MANAGE, WANT etc.

  • AGREE TO STAY = concordar em ficar
  • PLAN TO TRAVEL = planejar viajar
  • PRETEND TO BE = fingir ser
  • SEEM TO UNDERSTAND = parecer entender
  • PROMISE TO GO = prometer ir

+ ING OU INFINITIVO (SEM MUDANÇA DE SENTIDO) - DEPOIS DE: START, BEGIN, CONTINUE etc.

  • START WORKING / START TO WORK = começar a trabalhar
  • BEGIN DOING / BEGIN TO DO = começar a fazer
  • CONTINUE DOING / CONTINUE TO DO = continuar fazendo
+ ING OU INFINITIVO (COM MUDANÇA DE SENTIDO)  -  DEPOIS DE: STOP, REMEMBER, REGRET etc.
  • STOP SMOKING = parar de fumar
  • STOP TO SMOKE = parar para fumar
  • REMEMBER READING = lembrar de ter lido
  • REMEMBER TO READ = não se esquecer de ler
  • REGRET INFORMING = arrependo-me de ter informado
  • REGRET TO INFORM THAT… = sinto informar que… 

PARA AJUDAR VOCÊ!!!

1. Formar o ANDO, ENDO, INDO

Ex: We are talking and drinking. (Estamos conversANDO e bebENDO.)
Ex.: You are smiling. (Você está sorrINDO.)

2. Formar adjetivos e substantivos.

Ex: She is very demandING. (Ela é muito exigente.) - adjetivo
Ex: The feelING you have. (O sentimento que você tem.) - substantivo

3. Iniciar frases:

Ex: Learning English is fun. (Aprender inglês é divertido.)
Ex: Eating vegetables is good for your health. (Comer verduras faz bem para a saúde.)

4. Depois de alguns verbos ou expressões, onde é obrigatório:

Ex: I feel like stayING home tonight. (Estou a fim de ficar em casa hoje à noite.)
Ex: I enjoy goING to school. (Eu gosto de ir para a escola.)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Mundo pós-guerra fria




A Guerra Fria começou a esfriar durante a década de 1980. Em 1989, a queda do muro de Berlim foi o ato simbólico que decretou o encerramento de décadas de disputas econômicas, ideológicas e militares entre o bloco capitalista, comandado por Estados Unidos e o socialista, dirigido pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Na sequência deste fato, ocorreu a reunificação da Alemanha (Ocidental com Oriental).

Podemos afirmar que a crise nos países socialistas funcionou como um catalisador do fim da Guerra Fria. Os países do bloco socialistas, incluindo a União Soviética, passavam por uma grave crise econômica na década de 1980. A falta de concorrência, os baixos salários e a falta de produtos causaram uma grave crise econômica. A falta de democracia também gerava uma grande insatisfação popular.


No começo da década de 1990, o presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev começou a implementar a Glasnost (reformas políticas priorizando a liberdade) e a Perestroika (reestruturação econômica). A União Soviética estava pronta para deixar o socialismo, ruma a economia de mercado capitalista, com mais abertura política e democrática. Na sequência, as diversas repúblicas que compunham a União Soviética foram retomando sua independência política. Futuros acordos militares entre Estados Unidos e Rússia garantiriam o início de um processo de desarmamento nuclear.



Na década de 1990, sem a pressão soviética, os outros países socialistas (Polônia, Hungria, Romênia, Bulgária, entre outros) também foram implementando mudanças políticas e econômica no sentido do retorno da democracia e engajamento na economia de mercado.



Portanto, a década de 1990 marcou o fim da Guerra Fria e também da divisão do mundo em dois blocos ideológicos. O temor de uma guerra nuclear e as disputas armamentistas e ideológicas também foram sepultadas. 



Guerra Fria

A Guerra Fria tem início logo após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.
 
A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Já os Estados unidos, a outra potência mundial, defendia a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema democrático e propriedade privada. Na segunda metade da década de 1940 até 1989, estas duas potências tentaram implantar em outros países os seus sistemas políticos e econômicos.
 
A definição para a expressão guerra fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre Estados Unidos e URSS. Até mesmo porque, estes dois países estavam armados com centenas de mísseis nucleares. Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra. Porém ambos acabaram alimentando conflitos em outros países como, por exemplo, na Coreia e no Vietnã.

Guerra da Coreia
 
A Guerra da Coreia foi um conflito armado entre Coreia do Sul e Coreia do Norte. Ocorreu entre os anos de 1950 e 1953. Teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre Estados Unidos (capitalismo) e União Soviética (socialismo). Foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria, causando apreensão no mundo todo, pois houve um risco eminente de uma guerra nuclear em função do envolvimento direto entre as duas potências militares da época.

Crise dos misseis
A crise dos mísseis de Cuba ocorrida em outubro de 1962, foi um dos momentos de maior tensão da Guerra Fria. A crise começou quando os soviéticos, em resposta à instalação de mísseis nucleares na Turquia, Grã-Bretanha e Itália em 1961 e à invasão de Cuba pelos Estados Unidos no mesmo ano, instalaram mísseis nucleares em Cuba.

Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã foi um conflito armado que começou no ano de 1959 e terminou em 1975. As batalhas ocorreram nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja. Esta guerra pode ser enquadrada no contexto histórico da Guerra Fria.



Mundo pós-guerra

O fim da Segunda Guerra trouxe um grande prejuízo ao continente Europeu. Sendo o maior palco dos conflitos, o Velho Mundo fez parte de números inimagináveis. Por outro lado, existiram aquelas nações que viram no sangrento conflito uma grande oportunidade de ganho econômico.

Depois de estabilizada a situação, os países aliados começaram a promover os diálogos sobre a situação política e econômica mundial. Inglaterra e Estados Unidos assinaram a Carta do Atlântico, documento onde abriam mão de qualquer ganho territorial e defendiam a soberania das nações envolvidas. 

Na Conferência de Teerã, de novembro de 1943, União Soviética, Estados Unidos e Inglaterra definiram a incorporação das nações bálticas e elaboraram uma possível divisão do Estado alemão. Em fevereiro de 1945, a Conferência de Ialta reafirmou o princípio de autodeterminação dos povos e a instalação de regimes democráticos. Alemanha e Áustria perderam sua autonomia política, sendo divididas em diferentes zonas de ocupação. 

A última e mais importante reunião de líderes mundiais aconteceu na Conferência de Potsdam, ocorrida entre julho e agosto de 1945. Os líderes soviéticos defendiam total autonomia no processo de reorganização política dos territórios ocupados na Europa Central. Em resposta, os líderes ocidentais eram contrários à intervenção soviética na região mediterrânea e na África. Os territórios alemães foram fragmentados em zonas de ocupação francesa, britânica, estadunidense e soviética. 

Depois de acordos, o continente europeu passou por um processo de divisão por zonas de influência política. Os soviéticos dominaram a região oriental da Europa dando força política aos partidos políticos comunistas na Albânia, Bulgária, Romênia, Hungria Tchecoslováquia e Polônia. Na região da Iugoslávia as frentes anti-nazistas, independentes do poderio soviético, instalaram um governo comunista liderado pelo general Josip Broz Tito. 

A parcela ocidental da Europa foi influenciada pelos Estados Unidos. Com exceção de Portugal e Espanha, a região foi dominada por diversos governos democrático-liberais. Ao Japão foi imposto o Tratado de São Francisco, que declarou aos japoneses a perda de todos os territórios conquistados durante a guerra. Com o avanço comunista no Extremo Oriente, os EUA resolveram financiar a reestruturação da economia nipônica. Dessa maneira, foram dados os primeiros passos da chamada Guerra Fria.


Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial – 1939 – 1945 – foi um conflito que surgiu em detrimento dos governos autoritários e militaristas. Este segundo conflito basicamente foi um desdobramento da Primeira Guerra Mundial. O início da Segunda Guerra aconteceu em 1939, por conta da invasão do exército alemão na Polônia. Neste instante, a França e a Inglaterra se uniram e declararam guerra à Alemanha. O tratado de Versalhes pode ter sido a causa indireta para a guerra, pois foram impostos rígidos pagamentos para a Alemanha e houve uma elevação exagerada dos índices inflacionais. Esse conflito envolveu um grande número de países que travaram uma guerra, em grande parte, em território europeu.

Entre os principais motivos que levaram a esse acontecimento estavam as intenções de aplicação de projetos de caráter expansionista de países como Alemanha, Itália e Japão. Tais nações desejavam alcançar a condição de potências hegemônicas e acreditavam que a forma para se conseguir tal feito era através da conquista de novos territórios.


A partir dessa ideologia, os países citados promoveram invasões a outros territórios com a intenção de anexá-los aos seus respectivos domínios. A Alemanha se apoderou de países próximos, como a Áustria e a Tchecoslováquia, em 1938. Em 1939, foi a vez da Itália, que conquistou a Albânia. O Japão invadiu diversos territórios na região do Pacífico.

A consolidação da guerra aconteceu somente em 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia. Com esse ato, imediatamente, Inglaterra e França saíram em defesa do país invadido, declarando guerra à Alemanha. Mais tarde, em 1941, a então União Soviética ingressou também no conflito pelo fato de ter sido invadida pelo exército alemão. Ainda no mesmo ano, os Estados Unidos entraram no conflito após receber um ataque aéreo japonês em sua base naval de Pearl Harbor.

O conflito ocorreu envolvendo dois grupos de países, denominados: Eixo e Aliados. O primeiro grupo era composto por Alemanha, Itália e Japão. Já o segundo, tinha como integrantes: França, Inglaterra, União Soviética, Estados Unidos, Brasil, entre outros.

Após muitos confrontos envolvendo os países do Eixo e Aliados, que teve a duração de anos, a guerra deu sinais de que iria terminar, pelo fato da rendição da Itália no ano de 1943. Dois anos mais tarde, Alemanha e Japão não suportaram e se rederam também, consolidando a derrota do grupo do Eixo. O Japão se rendeu após ter sido atingido por duas bombas atômicas, uma na cidade Hiroshima e outra em Nagasaki.

Era Vargas

A Era Vargas, ou Período Getulista, teve início com a Revolução de 1930, que deu fim à República dos Oligarcas, afastando o então presidente Washington Luís e uma série de governadores do poder. Essa era teve seu fim em 1945, quando terminou a Segunda Guerra Mundial e Vargas foi pressionado pelos militares a deixar o cargo e retirar-se para o Rio Grande do Sul, sua terra natal. Esse arco temporal pode ser dividido em três fases: o Governo Provisório, o Governo Constitucional e o Governo Ditatorial (ou Estado Novo).
Nas fases dos Governos Provisório e Constitucional, uma série de eventos decisivos ocorreu, mudando radicalmente a estrutura do poder republicano, além de promover transformações econômicas de grande lastro também. Tudo começou com a já mencionada Revolução de 1930, que empossou Vargas no poder. As primeiras medidas tomadas tinham em vista o desmantelamento do “mandonismo” regional e da polaridade política em estados como Minas Gerais e São Paulo. Uma dessas medidas consistia no envio de interventores para certos estados, que ocuparam o lugar dos respectivos governadores.
Passados dois anos do exercício da política de intervenção, houve uma reação liderada por um dos estados mais poderosos da nação, São Paulo. A reação tinha com motivo principal a não convocação de uma constituinte para a elaboração de uma nova Carta Constitucional (a última era de 1891). O impasse resultou em guerra e ficou conhecido como Revolução Constitucionalista de 1932.
Passada a guerra de 1932, finalmente, em 1934, uma Constituição foi elaborada e teve início o período do Governo Constitucional, que durou até 1937. Nesse espaço de tempo, Vargas teve de enfrentar outras formas de organização política, sobretudo o comunismo e o integralismo. A chamada Intentona Comunista (revolta ocorrida em novembro de 1935, liderada pela ANL (Aliança Nacional Libertadora) e que pretendia derrubar o governo de Getúlio Vargas.) inclusive, foi um dos eventos usados como justificativa para o golpe que foi dado em 1937, por meio do qual foi instituído o Estado Novo.
Com o Estado Novo, Vargas limitou as liberdades individuais, poder que o exército lhe conferiu em virtude de sua capacidade administrativa e de sua habilidade de condução populista da massa de trabalhadores. A criação da CLT, Consolidação das Leis Trabalhistas, foi um dos feitos desse período. A estrutura simbólica da ditadura varguista emulava muitas características do fascismo italiano e do nazismo alemão. Durante essa fase, Vargas, inclusive, esteve muito próximo a esses dois. Além disso, do ponto de vista econômico, uma das medidas mais importantes foi o desenvolvimento das indústrias de base, como a metalurgia, a siderurgia e a extração de petróleo.

Plano Cohen

Plano Cohen  é o nome dado a um falso programa estratégico que tinha por objetivo a derrubada do presidente Getúlio Vargas, e fora atribuído ao Partido Comunista Brasileiro, em suposta atuação ligada a organizações comunistas internacionais. O documento apresentado como prova física do suposto plano comunista foi divulgado no dia 30 de setembro de 1937 pelo chefe do Estado-Maior do exército brasileiro, general Góes Monteiro, que em discurso no programa radiofônico Hora do Brasil, tratava da descoberta de um movimento semelhante à intentona comunista de 1935. Em sua fala, Góes Monteiro fornecia ainda orientações detalhadas sobre as ações de sequestro planejadas pelos revolucionários. Os alvos principais seriam "os Ministros de Estado, presidente do Supremo Tribunal, e os presidentes da Câmara e do Senado". O sequestro de dirigentes políticos e militares, que deveriam ser executados no mesmo dia, conforme o documento, serviria para "colocar em cheque as autoridades" em caso de "fracasso parcial" do levante comunista.

O Segundo Mandato

- Vargas foi eleito presidente da República em 1950, através das vias democráticas, ou seja, pelo voto popular. 
- Neste segundo mandato continuou com uma política nacionalista. 
- Criou a campanha do "Petróleo é Nosso", para impedir que empresas estrangeiras pudessem explorar o petróleo em terras brasileiras. Esta campanha resultou, posteriormente, na criação da Petrobrás.

A crise do governo Vargas e o suicídio

- Em 1954, o clima político no Brasil era tenso e conflituoso. Havia fortes críticas por parte da imprensa ao governo de Vargas. Os militares também estavam descontentes com medidas consideradas “de esquerda” tomadas por Vargas. A população também estava muito descontente, pois a situação econômica do país era ruim. 
-Existia, portanto, grande pressão para que ele renunciasse. Porém, em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito. 


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Concordância Nominal

As relações que as palavras estabelecem com o substantivo que as rege constitui o que em gramática se chama de sintagma nominal. Essa relação caracteriza os casos de concordância nominal.

1. Concordância de gênero e número entre o núcleo nominal e os artigos que o precedem, os pronomes indefinidos variáveis, os demonstrativos, os possessivos, os numerais cardinais e os adjetivos.
Ex.: Um luar claro e belíssimo.

2. Concordância do adjetivo com dois ou mais substantivos
a) Substantivos do mesmo gênero, o adjetivo irá para o plural desse gênero ou concordará com o mais próximo (concordância atrativa).
Ex.: Bondade e alegria raras ou rara.
b) Substantivos de gêneros diferentes, o adjetivo irá para o masculino plural ou concordará com o mais próximo.
Ex.: Atitude e caráter apropriados ou apropriado.
c) Adjetivo anteposto aos substantivos, nos dois casos acima, a norma geral é que ele concorde com o substantivo mais próximo.
Ex.: Mantenha desligadas as lâmpadas e os eletrodomésticos.
d) Substantivos com sentido equivalente ou expressam gradação, o adjetivo concorda com o mais próximo.
Ex.: Revelava pura alma e espírito.
CASOS PARTICULARES
1. POSSÍVEL
a) precedido de o mais,o menor, o melhor, o pior – singular;
b) precedido de os mais, os menores, os melhores, os piores – plural.
Ex.: Estampas o mais possível claras. / Estampas as mais claras possíveis.

2. ANEXO / INCLUSO – adjetivos, concordam com o substantivo a que se referem.
Ex.: Envio-lhe anexos / inclusos os documentos.  (em anexo, junto a são invariáveis)

3. LESO (adjetivo = lesado, prejudicado) concorda com o substantivo com o qual forma uma composição.
Ex.: Cometeu crime de lesa-pátria.

4. PREDICATIVO
a) substantivo com sentido indeterminado (sem artigo) – adjetivo no masculino.
Ex.: É proibido entrada;
b) substantivo com sentido determinado (com artigo) – adjetivo concorda com o substantivo. Ex.: É necessária muita cautela.

5. MEIO – numeral = metade (variável)
Ex.: Falou meias verdades.  
Advérbio = parcialmente (variável).
Ex.: Encontrava-se meio fatigada.

6. MUITO, POUCO, BASTANTE, TANTO – PRONOMES – (variáveis).
Ex.: Li bastantes livros. ADVÉRBIOS (invariáveis).
Ex.: Estavam bastante felizes.

7. SÓ – adjetivo  = sozinho (variável).
Ex.: Eles se sentiam sós. Palavra denotativa de exclusão (invariável).
Ex.: Só os alunos compareceram à reunião (= somente).

8. PSEUDO, ALERTA, SALVO, EXCETO – são palavras invariáveis.
Ex.: Ela é pseudo-administradora, por isso fiquemos sempre alerta.

9. QUITE = LIVRE – concorda com aquele a que se refere.
Ex.: Estamos quites com a mensalidade.

10. OBRIGADO, MESMO, PRÓPRIO – concordam com o gênero e número da pessoa a que se referem.
Ex.: Ela disse:
- Muito obrigada, eu mesma cuidarei do assunto.

Concordância Verbal

A regra básica da concordância verbal é o verbo concordar  em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da frase.
  1. . Sujeito simples – o verbo concordará com ele em número e pessoa.
  •  Ex.: O artista excursionará por várias cidades do interior.

     2.Sujeito composto – em regra geral, o verbo vai para o plural. 
 Ex.: Sua avareza e seu egoísmo fizeram com que todos o abandonassem.
Se o sujeito vier depois do verbo, concorda com o núcleo mais próximo, ou vai para o plural.
Ex.: “Ainda reinavam (ou reinava) a confusão e a tristeza” (Dinah S. de Queiroz).
Se o sujeito vier composto por pronomes pessoais diferentes – o verbo concordará conforme a prioridade gramatical das pessoas.
Ex.: Eu e você somos pessoas responsáveis.

Atenção! Tu e ela estudam. A segunda forma é mais usada atualmente.

3. Expressões não só...mas também, tanto/quanto que relacionam sujeitos compostos permitem a concordância do verbo no singular ou no plural.
Ex.: Tanto o rapaz quanto o amigo obtiveram/obteve nota máxima na redação do ENEM.

4. Sujeito composto ligado por ou:
- indicando exclusão, ou sinonímia – o verbo fica no singular.
Ex.: Maria ou Joana será representante.
- indicando inclusão, ou antonímia – o verbo fica  no plural.
Ex.: O amor ou o ódio estão presentes.
- indicando retificação – o verbo concorda com o núcleo mais próximo.
Ex.: O aluno ou os alunos cuidarão da exposição.

5. Quando o sujeito é representado por expressões como a maioria de, a maior parte de e um nome no plural, o verbo concorda no singular (realçando o todo) ou no plural (destacando a ação dos indivíduos).
Ex.: A maioria dos jovens quer as reformas. (ou) A maioria dos jovens querem as reformas.

6. Não sou daqueles que recusa / recusam as obrigações.
Nesse caso, o referente do pronome relativo que é daqueles, a regra fundamental de concordância com o sujeito deverá levar o verbo para a 3ª pessoa do plural. Entretanto, também é aceito quando refletimos em uma concordância com um daqueles que.

7. Verbo ser + pronome pessoal + que – o verbo concorda com o pronome pessoal.
Ex.: Sou eu que executo a obra. Seremos nós que executaremos a obra.
Verbo ser + pronome pessoal + quem – o verbo  concorda com o pronome pessoal ou fica na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Sou eu quem inicio a leitura. Sou eu quem inicia a leitura.

8. Nomes próprios locativos ou intitulativos – se precedidos de artigo plural, o verbo irá para o plural; não sendo assim, irá para o singular.
Ex.: Os Estados Unidos reforçam as suas bases.
Minas Gerais progride muito.

9. Pronome relativo antecedido da expressão “um dos”, “uma das” – verbo na 3ª pessoa do singular ou do plural. 
Ex.: Ela é uma das que mais impressiona (ou impressionam).
Quando apresenta uma ideia de seletividade, fica obrigatoriamente no singular.
Ex.: Aquela é uma das peças de Nelson Rodrigues que hoje se apresentará neste teatro.

10. Concordância do verbo ser: a) sujeito nome de coisa ou um dos pronomes nada, tudo, isso ou aquilo + verbo ser + PREDICATIVO no plural: verbo no singular ou no plural (mais comum).
Ex.: "A pátria não é ninguém: são todos.” (Rui Barbosa)
b) NAS ORAÇÕES INTERROGATIVAS iniciadas pelos pronomes quem, que, o que – verbo ser concorda com o nome ou pronome que vem depois.
Ex.: Quem eram os culpados?
c) 1º TERMO – SUJEITO = substantivo; 2º termo = pronome pessoal, o verbo concorda com o pronome pessoal.
Ex: Os defensores somos nós.
d) Nas expressões é muito, é pouco, é mais de, é tanto, é bastante + determinação de preço, medida ou quantidade: verbo no singular.
Ex.: Dez reais é quase nada.
e) Indicando hora, data ou distância – o verbo concorda  com o predicativo.
Ex.: São três horas. Hoje são 15 de fevereiro.

11. PASSIVO – NA VOZ PASSIVA SINTÉTICA, com o pronome apassivador SE, o verbo   concorda com o sujeito paciente (que é um aparente objeto direto).
Ex.: Escutavam-se vozes.
INDETERMINADO – com o pronome indeterminador do sujeito, o verbo fica na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Precisa-se de operários.