segunda-feira, 20 de maio de 2013

2ª parte - História

A crise da república


  • Diante desse clima de instabilidade social em que se encontrava roma, surgiram governantes de altas patentes militares, os generais Mário e Sila. O primeiro identificado com as aspirações sociais das camadas inferiores e o segundo representando os interesses conservadores dos patrícios. Sila derrotou Mário que morreu em 89 a.C, e logo se declarou ditador. 
  •  As medidas adotadas pela ditadura de Sila foram antipopulares.
Os triunviratos


  1. O Primeiro Triunvirato era formado pelos generais Júlio César, Pompeu e Crasso, que estabeleceram uma nova forma de administração na política, com a administração partilhada. 
  • Crasso morreu em uma batalha e isso desencadeou disputas entre Júlio César e Pompeu. César venceu e autoproclamou-se Ditador Vitalício.
  • Como o senado não gostou do poder concentrado de Júlio César, o resultado da conspiração foi o assassinato dele.
2. Segundo Triunvirato era formado por seus partidários: Marco Antônio,Otávio e Lépido. Deram a continuidade à estrutura política romana mas impediu que o poder passasse às mãos do Senado. O equilíbrio não perdurou. Antônio ficou com o comando do Oriente e Otávio do Ocidente.
Antônio rompeu com Otávio e iniciou uma guerra. Vencida pelas tropas de Otávio, o Egito foi ocupado e transformado em província romana.

Alto império
  • Demarcou o apogeu de Roma por meio de conquistas territoriais e de uma sociedade baseada no escravismo que contou ainda com um poderoso exército que, dividido em legiões, organizou efetivos nas províncias.
Baixo império

  • A centralização de poder, característica do governo de Otávio Augusto, começou a ruir diante das dimensões alcançadas pelo Império Romano. O território era imenso e os gastos com o exército para manter a "ordem" eram grandes na mesma proporção. 
  • Sustentada pela mão de obra escrava, a política expansionista de Roma, em 192, já apresentava um refluxo. Diante de um Império que chegara ao ponto máximo de sua extensão. 
  • Isso influenciou diretamente na economia, em especial a agricultura e a pecuária. A escassez de escravos, por exemplo, teve reflexos nos custos dessa mão de obra, que se tornou cara. O resultado foi o crescimento do trabalho livre que era uma opção mais barata e foi, aos poucos, substituindo o escravismo pelo sistema de colonato, pelo qual homens livres empobrecidos iam trabalhar como colonos nas terras de grandes proprietários.
  • A crise pela qual o Império passava interferiu na produção de alimentos, ocorrendo um aumento geral de preços e, consequentemente, uma grande pressão inflacionária. Tal situação caótica provocou uma fuga das cidades em direção ao campo. 
  • As camadas sociais que tinham atingido grande destaque na estrutura do Império iniciaram uma disputa pelo poder, comprometendo a unidade do império e desarticulando as forças militares encarregadas da defesa das fronteiras e facilitando, assim, a pressão dos grupos bárbaros.
  • O imperador Diocleciano buscou adotar medidas políticas e administrativas para contornar a grave crise. Ele criou o Édito Máximo, fixando os preços das mercadorias e salários, na tentativa de combater os efeitos gerados pela inflação e desabastecimento. 
  • Criou-se a Tetrarquia - dividindo o império entre quatro generais.
  • Em 313, Constantino que assumiu o reino, após a morte de Diocleciano e o fim da Tetrarquia, tomou uma medida registrada no Édito de Milão, com a qual pôs fim à perseguição ao cristãos. Dando-lhes liberdade religiosa, permitindo-os construir igrejas para seus cultos.
As invasões barbaras

Habitando as regiões fronteiriças ao Império Romano, os povos bárbaros foram penetrando os territórios de Roma em um processo lento e gradual. Inicialmente, dado o colapso da estrutura militar e as constantes guerras civis, os imperadores romanos realizavam acordos, pelos quais os bárbaros ganharam o direito de habitar essas regiões. Em troca, eles defendiam a fronteira da invasão de outros povos. Esses primeiros bárbaros, incorporados ao mundo romano, ficaram conhecidos como federados.
Somente nos séculos IV e V que esse processo de invasão ganhou feições mais conflituosas. Com a pressão exercida pelos tártaro-mongóis (hunos), os povos bárbaros começaram a intensificar o processo de invasão do Império Romano. Entre os principais povos responsáveis pela fragmentação do Império podemos destacar os visigodos, ostrogodos, anglo-saxões, francos, suevos e turíngios. Com a invasão dos hérulos, em 476, houve a deposição do último imperador romano, Rômulo Augusto, que já tinha descendência germânica.
O processo das invasões bárbaras foi de grande importância para que o Império Romano e seu conjunto de valores e tradições passassem por um processo de junção com a cultura germânica. Dessa maneira, a Idade Média, além de ser inaugurada pelo estabelecimento dos reinos bárbaros, também ficou marcada pela mistura de instituições e costumes de origem romana e germânica.

O nascimento do cristianismo
O início do cristianismo significou uma ameça ao poder do Imperador. Baseada em uma religião politeísta onde o governante [imperador] era visto também como um deus, a cristianismo contradizia isso a partir das pregações de Jesus Cristo, onde falava que havia apenas um Deus, o verdadeiro e único, misericordioso. Por isso Jesus e seus seguidores foram extremamente perseguidos e Jesus foi morto na cruz e considerado criminoso. A morte pela cruz era a pior das condenações da época.

A cultura romana

A cultura romana foi influenciada pela cultura grega. Após sua expansão pelo Mediterrâneo Oriental, essa influência intensificou-se, na medida em que os romanos entraram em contato direto com a cultura helenística. O Direito romano foi um dos aspectos mais importantes que os romanos deixaram para outros povos. Ele surgiu como resultado de um processo histórico lento, fruto de lutas sociais distintas entre patrícios e plebeus. A igualdade civil conseguida entre as duas camadas sociais possibilitou o aprimoramento do jus civili romano. Por outro lado, a conquista de outros povos exigiu um tratamento especial para os mesmos, originando o jus gentium. É de suma importância a introdução dos princípios de um direito natural, como por exemplo, o direito à vida. Na literatura, destaque para Cícero, orador; os poetas Horácio, Ovídio e Virgílio; e como historiador, Tito Lívio, autor de História de Roma. A Arquitetura foi a arte mais desenvolvida, marcada pela grandiosidade de suas construções: muralhas, estradas, teatros, anfiteatros, templos, aquedutos, termas e outros. Outra característica foi a língua, a usada pelos romanos era o Latin que originou várias línguas atual como o português, espanhol, francês e o italiano.
Cap. 5 - Alta idade média
*Introdução
A Alta Idade Média é o período da história Medieval que tem início na queda do Império Romano do Ocidente (476) até o ano 1000. Corresponde ao período de formação e estruturação do feudalismo.
*Principais características deste período:
- Formação de reinos independentes no final do século V (Reinos Franco, Ostrogodo, Visigodo, Vândalo, Suevo, entre outros). Estes reinos eram governados por uma nobreza composta por germânicos e descendentes que invadiram o Império Romano;
- Formação do feudalismo, com a integração da cultura romana com a germânica;
- Ruralização da Europa - economia baseada na agricultura, pouco uso de moedas, formação de feudos e poucos contatos comerciais externos;
- Poder descentralizado e fragmentado - força política e econômica nas mãos dos senhores feudais;
- Sociedade estamental e hierarquizada em ordens: clero (os que rezam), nobreza (os que guerreiam) e servos (os que trabalham); 
- Fortalecimento do cristianismo e crescimento do poder da Igreja Católica;
- Teocentrismo e enfraquecimento da cultura laica;
- Invasões nos séculos IX e X - vikings, húngaros, sarracenos e eslavos invadiram e saquearam várias cidades da Europa. 
*Fim da Alta Idade Média 

Não existe uma data específica que marca o fim deste período. Uma série de mudanças que ocorreram na Europa no século X é responsável pela modificação estrutural, econômica e cultural que deu início ao enfraquecimento do feudalismo.

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